A candidatura de Maurício Rodrigues pelo CDS-PP à Câmara de Sintra nas próximas eleições autárquicas conta com o apoio do PPM e ADN, que pretende ser “uma alternativa renovada de direita” no município, foi anunciado esta segunda-feira.

“Com esta aliança, três forças que representam uma direita democrática, conservadora e comprometida com a defesa da identidade e soberania nacional, juntam-se para afirmar uma alternativa credível ao esgotamento das soluções que há mais de duas décadas bloqueiam o desenvolvimento do concelho”, lê-se num comunicado.

A coligação com o Partido Popular Monárquico (PPM) e a Alternativa Democrática Nacional (ADN), formalizada em conselho nacional do CDS-PP, representa “uma direita renovada: com raízes, com ambição e com sentido de responsabilidade”, afirmou Maurício Rodrigues, citado na nota.

Segundo o candidato, o PPM, parceiro histórico do CDS-PP e PSD na Aliança Democrática (AD), “manifestou desde o primeiro momento a sua vontade de se juntar a este projeto”, naquela que é “uma ligação natural, que honra o passado e atualiza uma tradição de compromisso com os cidadãos”.

“Já a ADN acreditou na nossa visão para Sintra, uma candidatura que serve Sintra e não se aproveita de Sintra”, acrescentou, referindo-se ao “segundo maior município do país em termos de população, que exige soluções sérias, dedicação e coragem pelas suas pessoas”.

O jurista e atual vereador Maurício Rodrigues anunciou a candidatura à Câmara de Sintra na sequência da decisão de Marco Almeida, que concorre pela terceira vez, agora como candidato do PSD, com o lema “Sempre com os Sintrenses”, de se coligar com a Iniciativa Liberal (IL).

“Esta candidatura não nasce em reação, nasce por convicção. Sintra merece mais do que soluções improvisadas com candidatos sem qualquer ligação às nossas freguesias, às nossas gentes ou à realidade do concelho”, afirmou Maurício Rodrigues, citado numa nota.

O atual vereador, eleito nas anteriores autárquicas pela coligação encabeçada pelo social-democrata Ricardo Baptista Leite, acrescentou que o município “merece também libertar-se de um projeto pessoal que se arrasta há mais de 16 anos — ora sozinho, ora com partidos, ora com coligações de matriz indefinida — e que continua a repetir as mesmas mensagens, como se o concelho tivesse ficado parado no tempo”.

“Esta candidatura honra os valores fundadores do PPM e da verdadeira AD. O Maurício é uma escolha sólida como vereador e é com gosto que nos juntamos a esta candidatura, que quer cuidar de Sintra com verdade e com trabalho”, considerou Gonçalo da Câmara Pereira, presidente do PPM, citado no comunicado.

Para Bruno Fialho, presidente do ADN, Sintra precisa de “uma alternativa firme, corajosa e profundamente enraizada nos valores da identidade nacional, da justiça social e da defesa do bem comum” e Maurício Rodrigues conhece “os desafios atuais e tem uma ideia clara para os enfrentar”.

Além de “habitação acessível e social, mobilidade funcional, e uma visão integrada para a saúde, desde a nascença à longevidade com dignidade”, a candidatura aposta “num plano sério para travar a construção desordenada e um novo olhar para o território, quer para viver, quer para as pessoas se moverem”.

Maurício Rodrigues, 54 anos, nasceu em Angola e reside em Sintra desde 1984, é licenciado em Direito pela Universidade Moderna de Lisboa, pós-graduado em Direito Notarial e Registal pela Universidade de Coimbra, e mestre em Direito Jurídico-Empresarial pela Universidade de Lisboa.

A Câmara de Sintra é liderada pelo PS, que nas eleições de 2021 obteve cinco mandatos, tendo a coligação de Baptista Leite quatro eleitos. O Chega elegeu Nuno Afonso, que entretanto passou a vereador independente, e a CDU viu ser eleito Pedro Ventura.

Até ao momento, são conhecidas as candidaturas de Ana Mendes Godinho (PS), Marco Almeida (PSD/IL), Pedro Ventura (CDU), Tânia Russo (BE) e Rita Matias (Chega).

As eleições autárquicas realizam-se em 12 de outubro.