O candidato do Livre à Câmara de Braga, Carlos Fragoso, afirmou esta sexta-feira que a sua prioridade é “combater o marasmo” que considera estar instalado no concelho, apontando a mobilidade e a habitação como áreas prioritárias.

Em declarações à Lusa, Carlos Fragoso considerou que, nos últimos 12 anos, a Câmara de Braga foi “pouco mais do que uma agência de eventos e de anúncios”, sempre a proclamar as mesmas obras, mas sem “quaisquer avanços no terreno”.

“O concelho está mergulhado num marasmo e é para combater esse marasmo que nos candidatamos”, referiu.

Segundo Carlos Fragoso, os problemas de mobilidade agravaram-se e no campo da habitação as coisas também pioraram.

“A habitação até era relativamente acessível às classes médias e hoje isso já não é assim”, referiu.

Carlos Fragoso tem 64 anos e é professor.

O Livre esteve em negociações com o PS para uma candidatura conjunta à Câmara de Braga, mas o namoro não terminou em casamento.

“É melhor não haver casamento agora do que daqui a pouco tempo estarmos em processo de divórcio”, referiu Carlos Fragoso.

Para a Câmara de Braga, estão também já anunciadas as candidaturas de João Rodrigues (Juntos por Braga, coligação PSD/CDS-PP/PPM), António Braga (coligação PS/PAN), João Batista (CDU), Rui Rocha (Iniciativa Liberal), Filipe Aguiar (Chega), Ricardo Silva (movimento independente Amar e Servir Braga) e Francisco Pimentel Torres (ADN).

Atualmente, o executivo de Braga é composto por seis eleitos da coligação Juntos por Braga, quatro do PS e um da CDU.

O atual presidente da Câmara, Ricardo Rio, não pode recandidatar-se, por causa da lei de limitação de mandatos.

As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.