Aí vão cinco troféus. Em pouco mais de sete meses, o PSG venceu cinco competições em 2025 e chegou à final do Campeonato do Mundo de Clubes, continuando a lutar por chegar às seis conquistas e entrar no lote da eternidade, onde consta, por exemplo, o Barcelona de Pep Guardiola. Para isso, os parisienses terão de vencer a Taça Intercontinental no final do ano. Antes disso, a quinta final do ano esteve bastante complicada para os rouge et bleu, que chegaram aos últimos cinco minutos a perder por 0-2, mas conseguiram empatar com as entradas de Lee Kang-in e Gonçalo Ramos. Nos penáltis, os franceses voltaram a começar mal, mas remontaram e conquistaram a Supertaça Europeia com um remate certeiro de Nuno Mendes (2-2, 4-3 g.p.).

Enquanto não chegam os outros sonhos, o legado deles continua a ser fazer história (a crónica da Supertaça Europeia)

Esta conquista apareceu no início de mais de uma temporada e ao cabo de apenas uma semana de treinos, dado que a temporada do PSG só terminou a meio do mês de julho. Em Udine, esta foi a primeira vitória de sempre de uma equipa francesa na Supertaça Europeia, com França a tornar-se no 13.º país a erguer o troféu. Já os rouge et bleu tornaram-se na primeira equipa a recuperar de uma desvantagem de dois ou mais golos para conquistar a Supertaça Europeia e chegaram aos 119 golos em 2025, continuando com o maior registo das chamadas big five.

Luis Enrique levantou o troféu pela segunda e dez anos depois de o ter feito ao serviço do Barcelona, frente ao Sevilha. Quanto aos portugueses, Gonçalo Ramos saiu do banco para fazer o seu primeiro golo numa final europeia e, juntamente com Nuno Mendes e Vitinha, são os únicos jogadores que venceram todas as competições da UEFA em 2024/25: Liga dos Campeões, Liga das Nações e Supertaça Europeia. João Neves também podia fazer parte deste lote, mas falhou a partida desta quarta-feira por estar suspenso. O lateral esquerdo formado no Sporting chegou esta quarta-feira aos 14 troféus na carreira, tornando-se no jogador mais titulado de sempre aos 23 anos, à frente de Kingsley Coman (13), Kylian Mbappé (12) e de Pelé e Lionel Messi (11). Cristiano Ronaldo segue atrás, com dez. Destaque ainda para João Pinheiro, que se tornou no sexto árbitro português a arbitrar uma final europeia, juntando-se a Antóno Garrido, Vítor Pereira, Paulo Costa, Pedro Proença e Artur Soares Dias.

“É difícil falar sobre esta partida porque treinámos cinco ou seis dias. Para nós é importante ganhar este troféu e oferecê-lo aos nossos adeptos. Acho que o Tottenham fez um jogo muito bom. Foram mais fortes que nós, porque estávamos numa situação muito difícil. Tivemos a capacidade de lutar até ao final da partida e, não sei se está certo, mas é assim que é o futebol. Estamos felizes pelos nossos adeptos e temos que melhorar novamente. Espero muito mais dos meus jogadores, sempre mais. Estou feliz pelo Lucas Chevalier e por toda a equipa”, referiu Enrique ao Canal+.

“Sabíamos que ia ser difícil. Temos uma semana de pré-época. Não tivemos nenhum jogo. Pouco ritmo e pouca disponibilidade, o que é normal. O Tottenham fez dois golos em duas bolas paradas. Animicamente deitou-nos abaixo. Acreditámos sempre até ao fim. Não é primeira vez que fizemos uma reviravolta. Sabíamos que um golo metia-nos no jogo e que eles iam tremer. Felizmente conseguimos marcar e levar o jogo para os penáltis. Bola de Ouro? Sabe muito bem. Tive a oportunidade de dizer quando saiu a lista que estava contente pelo reconhecimento individual, mas só depois do sucesso coletivo. Mereciam que fossem mais [jogadores do PSG]. Só o conseguimos pelo sucesso coletivo. Felizmente estou nomeado e espero ficar o mais à frente possível. Jorge Costa? À família, toda a força do mundo. Não consigo imaginar o quão difícil deve ser. À família portista e a todos os portugueses, lamento a sua morte. Foi uma grande figura do nosso desporto”, afirmou Vitinha em declarações à SportTV.