O Volt Portugal entregou esta segunda-feira a sua candidatura à Câmara de Lisboa, liderada por José Almeida, com o objetivo de ser uma alternativa “europeísta e progressista” aos partidos “da esquerda e da direita”.
Numa nota, o partido considerou que as listas entregues esta segunda-feira pretendem ser uma “alternativa à esquerda e à direita, que secaram o leque de opções dos lisboetas”.
“Trata-se de uma alternativa europeísta e progressista às duas grandes coligações: para quem quer combater a regressão de Carlos Moedas e para quem não esquece o papel do PS durante os anos à frente da autarquia, que em muito contribuiu para a crise da habitação”, disse o candidato, José Almeida, citado na nota.
O Volt Portugal apresenta como primeiro candidato à Assembleia Municipal Mateus Carvalho, com 26 anos, que considerou existir atualmente uma desconexão entre aqueles que são considerados os dois principais candidatos a Lisboa, Carlos Moedas (atual presidente que se recandidata) e Alexandra Leitão (por uma coligação encabeçada pelo PS), e “a realidade dos lisboetas”.
Entre as suas prioridades, o partido indicou “o investimento em habitação pública e acessível”, seguindo o exemplo da capital austríaca, Viena, “onde 60% da população vive em habitação pública acessível, para travar a especulação imobiliária e garantir que todos possam viver dignamente na capital”.
No domínio da mobilidade, o Volt defendeu a expansão e melhoria da rede de transportes públicos, com mais frequência, nomeadamente para o Metropolitano, cobertura e qualidade, tornando-os uma verdadeira alternativa ao automóvel.
Outras propostas do partido são a gestão eficaz da higiene urbana, “com serviços modernos, próximos e organizados”, a aposta na transição climática e energética, “promovendo mais espaços verdes, arborização, energia renovável local e soluções de adaptação às alterações climáticas” e a educação e o apoio ao associativismo.
“Estas prioridades são acompanhadas por uma visão de governação local mais transparente e participativa, com assembleias públicas regulares, orçamentos participativos e plataformas digitais para ouvir os lisboetas. O objetivo é simples: construir uma Lisboa mais habitável, inclusiva e sustentável, governada com proximidade e responsabilidade”, consideram os candidatos do Volt Portugal.
Além da candidatura à Câmara e à Assembleia Municipal, o Volt apresentou também candidaturas às juntas de freguesia do Lumiar, de Alvalade, da Misericórdia, de Santa Clara, de Campo de Ourique, das Avenidas Novas e de Arroios.
No atual mandato (2021-2025), a Câmara Municipal de Lisboa é presidida pelo social-democrata Carlos Moedas, que governa sem maioria absoluta, eleito pela coligação “Novos Tempos” — PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança.
A coligação de direita tem sete eleitos, o mesmo número do que a lista “Mais Lisboa” (PS/Livre), enquanto a CDU (PCP/PEV) tem dois e o BE um.
Para as eleições autárquicas de 12 de outubro foram anunciadas também as candidaturas à presidência da Câmara de Lisboa de Alexandra Leitão (PS/Livre/BE/PAN), Carlos Moedas (PSD/CDS-PP/IL), João Ferreira (CDU), Ossanda Líber (Nova Direita), Bruno Mascarenhas (Chega), José Almeida (Volt) e Adelaide Ferreira (ADN).