O Estado registou um excedente de 2.327,6 milhões de euros até julho, uma melhoria de 1.386,7 milhões de euros face ao período anterior, segundo a síntese de execução orçamental.

“Em julho de 2025, as Administrações Públicas (AP) registaram um saldo global de 2.327,6 milhões de euros, o que corresponde a uma melhoria de 1.386,7 milhões de euros face ao evidenciado no mesmo período do ano anterior (em que o saldo global foi de 940,9 milhões de euros)”, lê-se no documento divulgado esta sexta-feira pela Entidade Orçamental.

Para este resultado pesou um aumento da receita de 7,1%, que foi superior ao da despesa (5,1%).

Neste período, o saldo primário atingiu 6.908,8 milhões de euros, mais 1.339,9 milhões de euros do que em 2024.

As receitas fiscal e contributiva cresceu, respetivamente, 6,9% e 8,3%, enquanto a receita não fiscal e não contributiva ascendeu 5,8%.

A despesa primária expandiu-se 5,6% devido, sobretudo, aos aumentos nas despesas com pessoal (8,8%) nas transferências (3,7%) e no investimento (19%).

Segundo o mesmo documento, o crescimento da receita fiscal tem em conta, sobretudo, a execução do IRS – Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares (14,4%) e do IVA — Imposto sobre o Valor Acrescentado (9%).

Já a receita não fiscal e não contributiva cresceu 5,8% devido às subidas nas transferências (12,7%) e nos rendimentos da propriedade (31,2%).

Por sua vez, as despesas com pessoal (8,8%) tiveram uma variação associada às medidas de valorização remuneratória dos trabalhadores em funções públicas.

No que se refere às transferências (3,7%), destacam-se os encargos com pensões e outros complementos do regime geral da Segurança Social e do regime de proteção convergente da Caixa Geral de Aposentações.

O excedente da Segurança Social subiu para 3.214,9 milhões de euros nos primeiros sete meses do ano.

Segundo o documento, o valor acumulado até julho é superior aos 2.712,4 milhões de euros reportados no período homólogo.

No entanto, até junho, o excedente estava em 3.673,9 milhões de euros, pelo que se verificou um recuo face ao mês anterior.

A receita efetiva atingiu os 25.459,7 milhões de euros, enquanto a despesa efetiva se fixou nos 22.244,8 milhões de euros.

Destacam-se rubricas como as transferências da União Europeia referentes ao Plano de Recuperação e Resiliência, que aumentaram 60,3% face ao período homólogo, bem como as despesas com o Complemento Solidário para Idosos, que subiram 46,4%.

Por outro lado, há alíneas que mostram uma redução, como as medidas excecionais e temporárias referentes à pandemia Covid-19, que têm vindo a ser descontinuadas e registaram uma quebra de 72,8%.