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Estudantes guineenses retidos no aeroporto de Lisboa ameaçados de repatriamento foram libertados

Este artigo tem mais de 1 ano

Associação frisou ainda que permanece no local a “acompanhar a liberdade de todos, que está a decorrer”. PSP informou que detenção aconteceu devido a falta de provas de que o seu objetivo era estudar.

Os estudantes apresentaram o passaporte e o visto, mas os serviços os terão questionado sobre as universidades públicas portuguesas em que iriam estudar
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▲Os estudantes apresentaram o passaporte e o visto, mas os serviços os terão questionado sobre as universidades públicas portuguesas em que iriam estudar

Pedro Nunes/LUSA

▲Os estudantes apresentaram o passaporte e o visto, mas os serviços os terão questionado sobre as universidades públicas portuguesas em que iriam estudar

Pedro Nunes/LUSA

Pelo menos 30 dos 41 estudantes guineenses que estavam detidos no aeroporto de Lisboa foram libertados, anunciou esta segunda-feira, na sua página no Facebook, a Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa (AEGBL).

“Mais de 30 estudantes dos 41 que se encontravam retidos no aeroporto Humberto Delgado de Lisboa, desde sexta-feira, já estão em liberdade”, referiu a associação no comunicado.

A associação frisou ainda que permanece no local a “acompanhar a liberdade de todos, que está a decorrer” e que dará mais informações em breve.

Um dirigente da Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa reiterou esta segunda-feira, numa manifestação no aeroporto, que são 41 os jovens ali retidos, sendo que a PSP refere 34, e que ainda não tiveram qualquer apoio consular de Bissau.

Questionado sobre a discrepância de números avançados pela Associação de Estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa (AEGBL) e os dados oficiais comunicados pela Polícia de Segurança Pública (PSP), João Domingos da Cunha, coordenador do departamento de Política Educativa da AEGBL, reiterou aos jornalistas que “são 41 estudantes parados no aeroporto de Lisboa” e que também tiveram acesso ao comunicado da polícia portuguesa.

Domingos da Cunha frisou que ainda não foram contactados pela Embaixada da Guiné-Bissau em Portugal, mas que ouviram o ministro dos Negócios Estrangeiros de Bissau, Carlos Pinto Pereira, referir 25 estudantes, um número que também refuta, afirmando que a associação de estudantes está no local (aeroporto de Lisboa) e em contacto com os jovens que ficaram retidos por não terem na sua posse um documento que justificasse os seus meios de subsistência, documento esse, frisou, que não lhes foi pedido na Guiné-Bissau.

Domingos da Cunha frisou que o termo de responsabilidade não é um documento difícil de se arranjar, que os advogados contratados pela associação estão a tratar do caso, mas que estão na “fase da fé”, em que esperam que os seus colegas não sejam deportados até sexta-feira, prazo legal que lhes foi dado para apresentar a documentação exigida à chegada de Portugal.

Os

, documentação passada pelas autoridades portuguesas nos serviços consulares da Guiné-Bissau, mas não conseguiram entrar em Portugal porque o serviço da imigração no aeroporto de Lisboa solicitou mais documentação.

O coordenador do departamento de comunicação da AEGBL, Eliseu Sambú, explicou que os estudantes apresentaram o passaporte e o visto e que os serviços os terão questionado sobre as universidades públicas portuguesas em que iriam estudar.

Estes estudantes estão inscritos no ensino superior português, com o seu nome na lista dos alunos colocados, segundo disse.

O porta-voz do grupo adiantou que, após esta solicitação, e com a ajuda da associação de estudantes, alguns familiares dos estudantes foram contactados e dirigiram-se ao aeroporto, onde apresentaram o documento.

A PSP informou esta segunda-feira que a recusa da entrada em Portugal dos estudantes guineenses que se encontram no aeroporto de Lisboa se deveu à falta de provas de que o seu objetivo era estudar, bem como de meios de subsistência.

Numa nota enviada à agência Lusa, esta força de segurança indicou que instruiu “34 processos de recusa de entrada de cidadãos estrangeiros provenientes de país terceiro, tendo um caso sido reapreciado e revertida a decisão”.

A Lusa tentou, sem sucesso, contactar a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), o porta-voz da Polícia de Segurança Pública (PSP) e o Ministério da Administração Interna, aguardando ainda uma informação da parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre o assunto. Também não foi possível contactar o embaixador da Guiné-Bissau em Portugal.

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