1230,6kWh poupados 1230,6 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

ONU, talibãs e Crescente Vermelho mobilizam-se face a sismo no Afeganistão

Este artigo tem mais de 1 ano

Porta-voz talibã garante todos os esforços para "salvar vidas", enquanto a missão das Nações Unidas e Crescente Vermelho mobilizam ajuda de emergência, sobretudo em Kunar, a província mais afetada.

epa12209047 Afghan refugees returning from Iran receive food rations during a ceremony in Kabul, Afghanistan, 01 July 2025. The Afghan Red Crescent, distributed food and non-food items to 200 needy families, including returnees from Iran, in an event attended by officials from the organization and the Silab Charity Foundation. The Afghan Red Cross has urged for increased global aid for returnees, citing the return of over 800,000 Afghans from Iran in the past six months and highlighting the dire conditions faced by these individuals.  EPA/SAMIULLAH POPAL
i

SAMIULLAH POPAL/EPA

SAMIULLAH POPAL/EPA

Acompanhe o nosso liveblog sobre o sismo no Afeganistão

A ONU, o Crescente Vermelho Afegão e o Governo talibã mobilizaram-se esta segunda-feira para lançar uma grande operação de resgate no leste do Afeganistão, onde um sismo fez pelo menos 622 mortos.

O principal porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, afirmou, num breve comunicado divulgada na rede social X que “as autoridades locais e os residentes já estão a participar nos esforços de resgate dos afetados”.

Além disso, “equipas de apoio do centro e das províncias vizinhas também estão a caminho, e todos os recursos disponíveis serão utilizados para salvar vidas”, acrescentou.

A missão das Nações Unidas no país mobilizou pessoal para prestar “assistência de emergência e apoio vital”, enquanto o Crescente Vermelho afegão já enviou equipas médicas para Kunar, a província mais afetada.

Kunar é uma região remota na fronteira com o Paquistão, aninhada nos vales da cordilheira Hindu Kush, cuja população vive principalmente em casas precárias de barro e palha, extremamente vulneráveis a sismos.

Esta fragilidade estrutural, somada a décadas de conflito e à falta de infraestruturas, ampliou o impacto do desastre.

Pelo menos 622 pessoas morreram e mais de 1.500 ficaram feridas após o sismo de magnitude 6 na escala de Richter, na noite de domingo, disse esta segunda-feira à agência de notícias o porta-voz do Ministério do Interior talibã, Abdul Mateen Qani.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o epicentro do sismo situou-se a 42 quilómetros de Jalalabad, capital da província de Nangarhar, e a uma profundidade de apenas oito quilómetros, o que agravou o nível de destruição.

O sismo de magnitude 6 na escala de Richter ocorreu às 23h47 locais (20h17 em Lisboa) e foi seguido por pelo menos dois abalos de magnitude 5,2.

Os tremores provocaram inúmeros deslizamentos de terras que bloquearam as poucas estradas existentes, isolando por completo dezenas de aldeias.

Jornalistas da agência de notícias France-Presse (AFP) sentiram os tremores em Cabul durante vários segundos, tal como em Islamabad, a capital do vizinho Paquistão, a 370 quilómetros de distância em linha reta.

Além do sismo principal, foram registados no Paquistão tremores e réplicas, embora nenhuma vítima ou dano material tenha sido confirmado até ao momento, de acordo com a televisão paquistanesa Geo TV.

Na escala de Richter, um sismo com uma magnitude entre 6 e 6,9 é classificado de forte, podendo ser destrutivo numa área de uma centena de quilómetros à volta do epicentro.

O Afeganistão é frequentemente atingido por tremores de terra, sobretudo na cordilheira Hindu Kush, perto da junção das placas tectónicas euro-asiática e indiana.

Este é já o abalo mais grave a atingir o país desde outubro de 2023, quando uma série de sismos devastou a província ocidental de Herat, causando mais de 1.500 mortos.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.