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Maddie. Christian Brückner pede fim da "caça às bruxas" e diz querer a sua "vida de volta" na primeira entrevista após ter saído da prisão

Este artigo tem mais de 6 meses

Suspeito no caso Maddie saiu da prisão após cumprir 7 anos de prisão noutro processo e pede que procurador mostre as provas que tem contra ele. Revelação da morada obrigou-o a mudar de casa.

Christian Brueckner mug shot
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Alemão responsabiliza procurador por perseguição na imprensa

Alemão responsabiliza procurador por perseguição na imprensa

Christian Brückner, principal suspeito do rapto e morte de Madeleine McCann para as autoridades alemãs, deu a primeira entrevista desde a sua libertação da prisão onde cumpriu uma sentença de sete anos de prisão por violação de uma mulher norte-americana de 72 anos no Algarve.

O homem, que continua sob vigilância da polícia com uma pulseira eletrónica, falou à Sky News depois de ter viajado por várias horas até à cidade de Braunschweig para confrontar o procurador Hans Christian Wolters, que em 2022 disse à CMTV que tinham “a certeza” que Brückner é o “assassino de Maddie”.

Quero que parem com esta caça às bruxas contra mim e que me devolvam a minha vida“, disse à televisão britânica. Apesar de já ter cumprido a pena, acrescentou, o alemão disse que “não se sente livre“.

Tenho esta pulseira eletrónica no tornozelo e sou seguido pela polícia 24 horas por dia, sete dias por semana, por isso não me sinto livre“, disse ainda.

Sobre a tentativa de encontro com o procurador do seu caso e apesar da “recusa”, Brückner revelou ter dito ao seu representante que queria “a sua ajuda” para ter a “vida dele de volta”.

A verdade é que não é claro desde onde viajou Brückner até ao gabinete de Braunschweig. Originalmente, o suspeito tinha ficado alojado numa habitação das autoridades locais na cidade de Neumünster, no norte da Alemanha.

Porém, a sua morada foi exposta na Internet e pela comunicação social alemã, levando a protestos da população da cidade nas redes sociais e junto ao apartamento onde ele residia. Karin Mundt, representante autárquica do partido de extrema-direita Die Heimat (“A Pátria”, em alemão), criticou a presença do homem, apelando a que os locais se mantivessem vigilantes.

É insustentável que os pais tenham de ter medo pelos seus filhos e assim por diante”, disse a representante.

A polícia acabou por retirar o suspeito da casa, não se sabendo onde está a residir neste momento.

Estou a ser perseguido pela imprensa e a culpa é dele. Quero que ele assuma a responsabilidade“, continuou na entrevista à televisão britânica.

Numa entrevista à revista alemã Stern no passado dia 19 de setembro, o advogado de Brückner, Friedrich Fülscher, com seu cliente, já tinha alegado que Wolters tinha alimentado uma “campanha mediática de pré-julgamento“.

“O Ministério Público afirmou publicamente estar certo de ter apanhado o culpado. Sem apresentar provas suficientes ou sequer permitir ao meu cliente consultar o processo. Considero isso altamente questionável do ponto de vista do Estado de direito“, afirmou, acrescentando que a situação tornou “impossível” a “reabilitação” de Christian Brückner.

[O que realmente se passou nas eleições presidenciais de 1986, as primeiras e únicas decididas a duas voltas? Uma história de truques sujos, acordos secretos, agressões e dúvida até ao fim. “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

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