Durante um passeio ao longo do delta do rio Okavango, no Botswana, no sábado, duas canoas com turistas foram atacados por um elefante que virou as embarcações e quase afogou uma mulher.
O grupo que, de acordo com uma rececionista de hotel, referida pelo jornal Daily Mail, eram britânicos e norte-americanos, passeavam pelas margens em “mokoros”, canoas tradicionais tipo gôndola mas ter-se-ão aproximado demasiado de um elefante fêmea e as suas crias que se terá sentido ameaçada. O paquiderme correu na direção os turistas e seus guias, investiu com a tromba nas canoas, virando-as e ainda empurrou para debaixo de água uma das mulheres durante alguns segundos, como se pode ver num vídeo divulgado nas redes sociais.
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A mulher conseguiu emergir, colocar-se de pé e ir ao encontro do marido que a ajudou. “Tiveram mesmo muita sorte em terem conseguido escapar, porque podiam todos ter morrido facilmente” disse um ex-guarda-florestal sul-africano que viu os vídeos ao Daily Mail. “A turista teve sorte em não ter sido (mais) atacada, mas se estivesse debaixo de água durante mais uns segundos, o elefante tê-la-ia afogado, portanto pode dar graças a Deus porque não o fez”, continua Kakwele Sinyina. Além do mais, ao serem atirados à água os dois casais correram riscos acrescidos já que o rio está repleto de crocodilos e hipopótamos.
“Ela estava a proteger as suas cria e parece que os guias avaliaram mal até que ponto poderiam aproximar os turistas em segurança, cometendo um erro que poderia ter sido fatal”, avalia o ex-técnico.
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Há milhares destas canoas onde turistas conduzidos por um guia passeiam pelos canais do delta para avistar elefantes, crocodilos, hipopótamos, antílopes e pássaros. Mas desta vez, não só o guia não mediu bem a distância das margens como o facto de serem várias canoas e não apenas uma, poderá ter inquietado o elefante com a sua prole, disse ao The Times Leo-Smith, que trabalhou durante anos em safaris com “mokoros” no Okavango. “
Idealmente, não deveria haver mais de uma canoa por grupo, pois tantos juntos [no vídeo é possível ver pelo menos três] podem ser percecionados pelos elefantes como uma ameaça. Um barco sozinho talvez tivesse mantido o elefante calmo”, referiu Leo-Smith. “No final, foi o elefante que desistiu do ataque e os visitantes sobreviveram. O desfecho poderia ter sido muito diferente”, sublinha o antigo operador turístico.
Mas felizmente, para além do trauma e de terem perdido muitas câmaras de filmar e máquinas fotográficas caras, os dois casais estão bem de saúde.
Pensa-se que o incidente tenha ocorrido fora dos limites delineados de proteção de vida selvagem, perto de uma vila onde os turistas costumam passear com guias locais, adianta ainda o The Times.
Texto editado por Dulce Neto