O líder do Chega, André Ventura, justificou esta quinta-feira a sua ausência dos primeiros dois dias do período oficial de campanha para as eleições autárquicas de 12 de outubro com razão “de natureza pessoal e familiar”, que não quis adiantar. E também deixou críticas à comunidade cigana.

“Houve uma razão, uma razão que é de natureza pessoal e familiar e que eu entendo que não tenho de estar a partilhar. Eu também sou humano, sou líder do partido Chega, mas também sou uma pessoa, também tenho uma vida, também tenho vicissitudes, também tenho família e o tempo não espera, e o tempo é o que é, e há momentos na vida em que nós temos de fazer escolhas, mesmo que isso tenha às vezes custos políticos”, afirmou.

“Sendo uma questão de natureza pessoal, fiz questão de não a misturar com a questão de natureza política, que são as eleições”, indicou.

O líder do Chega entrou ao ataque contra a minoria cigana. “Em Reguengos, fiz a promessa há uma semanas de que teria de passar aqui depois do que aconteceu: os ciganos atacaram um estabelecimento comercial de forma bárbara”. André Ventura recorda que em Valongo aconteceu o mesmo há pouco tempo. E defende que os ciganos não “se estão a portar bem em Portugal”.

O Chega, prometeu André Ventura, não vai “ter medo de dizer” aos ciganos que “não estão a cumprir as leis”. “A nossa paciência está a ficar reduzida”, avisou, denunciando o que diz ser “grupos de bandidos violentos” em particular em Reguengos.

O líder partidário garantiu ainda que o Chega vai defender o “corte de subsídios” e vai “reforçar o policiamento nas ruas”, ainda que assegure que o partido “não é contra nenhuma minoria ou grupo”.

O líder do Chega aproveitou também para deixar críticas à comunicação social, sustentando que jornalistas e comentadores dizem que André Ventura “ofusca os candidatos e tira-os de cena”, e que “é demasiada a presença de André Aventura na campanha”, mas tiveram muita curiosidade de saber onde esteve nos últimos dias.

O presidente do Chega esteve ausente dos primeiros dois dias do período oficial de campanha para as eleições autárquicas de 12 de outubro, que arrancou na terça-feira, ausência que não foi justificada pela comunicação do partido.

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