O candidato do PS à presidência da Câmara de Viseu, João Azevedo, quer transformar o edifício do Mercado 21 de Agosto num centro de artes e ofícios que dê mais vida ao comércio do centro da cidade.

Situado no centro de Viseu, o edifício do Mercado 21 de Agosto encontra-se vazio, a aguardar obras de requalificação, depois de, no verão de 2022, os produtores locais terem passado para um espaço provisório no parque de estacionamento da Segurança Social, a poucos metros de distância.

Durante uma visita ao Mercado dos Produtores, João Azevedo ouviu muitas críticas às condições deste espaço provisório, concretamente no que respeita à falta de lugar para expor os produtos, aos problemas de estacionamento e também de higiene.

“Isto não é provisório, isto é para sempre. É uma vergonha, não há nenhum produtor que goste de aqui estar”, disse Fernando Pais a João Azevedo, acrescentando que, se era para nunca mais avançarem com as obras no Mercado 21 de Agosto, tinha sido preferível a Câmara não tirar os produtores de lá.

Em declarações à agência Lusa no final da visita, João Azevedo defendeu que a solução não passa por voltar a colocar os produtores no Mercado 21 de Agosto, mas sim por encontrar um novo espaço no centro da cidade.

“É preciso, de uma vez por todas, resolver o problema do Mercado de Produtores”, sublinhou o candidato, acrescentando que quer os produtores, quer os compradores “têm de ter um sítio com mais dignidade e com mais condições”.

Segundo João Azevedo, os produtores “gostam desta zona da cidade”, mas a tenda provisória colocada no parque de estacionamento da Segurança Social “não tem as condições adequadas”.

Ainda que pretenda fazer “a curto prazo” uma avaliação ao espaço atual, o socialista está com os olhos postos num “espaço dentro da cidade, que está no mercado”, e que preferiu não revelar para não prejudicar um eventual acordo entre a Câmara Municipal e o proprietário.

João Azevedo tem outros planos para o Mercado 21 de Agosto, que pretende transformar “num centro de artes e ofícios, num ‘coworking’, numa zona de galerias comerciais”.

“Queremos colocar mais vida dentro da cidade. O comércio local está muito desgastado com a falta de agenda cultural, recreativa e temática. Nós vamos ter uma agenda permanente, não só no verão, de forma a puxar pessoas para a cidade”, avançou.

O objetivo é “tornar a cidade de Viseu, o comércio local, num verdadeiro centro comercial de porta aberta e sem cobertura”. Na opinião de João Azevedo, “Viseu precisa de mais pessoas, de mais turismo, para ter uma atividade económica mais forte”.

“A nossa candidatura assenta muito na atividade económica, quer do setor produtivo, quer do setor tecnológico e também do comércio, que é a base deste território, desta cidade e deste concelho”, frisou.

A Câmara de Viseu é liderada por Fernando Ruas (PSD), que foi presidente durante 24 anos (entre 1989 e 2013) e regressou nas últimas eleições autárquicas.

Além de João Azevedo, são candidatos à presidência da Câmara de Viseu, nas eleições autárquicas de dia 12, Fernando Ruas (PSD), Hélder Amaral (CDS-PP), Leonel Ferreira (CDU), Bernardo Pessanha (Chega), Hélio Marta (IL) e Paulo Quintão (ADN).

Em 2021, Fernando Ruas obteve 46,68% dos votos, que se traduziram em cinco mandatos, menos um do que em 2017. O PS, com uma lista encabeçada por João Azevedo, obteve 38,26% dos votos, ficando com quatro mandatos. O Chega foi o terceiro partido mais votado (2,95%), seguido da IL (2,20%), do CDS-PP (2,02%), do BE (2,01%), do PAN (1,26%) e da CDU (1,17%).

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