O cabeça-de-lista da coligação PS-PAN à Câmara de Braga afirmou esta quarta-feira que quer avançar “imediatamente” com a criação de uma rede pública de creches e berçários, para dar resposta às cerca de 3.500 crianças atualmente em lista de espera.
Em declarações à Lusa no âmbito da campanha eleitoral, António Braga, que lidera a coligação “Somos Braga”, acrescentou que a concretização da rede envolverá parcerias com as entidades que já têm aquelas respostas.
“Iniciaremos de imediato as negociações para as parcerias”, garantiu, adiantando que a iniciativa poderá também passar pela construção de instalações nas freguesias onde elas não existem.
António Braga diz que, segundo dados oficiais da Fundação Francisco Manuel dos Santos, em Braga há cerca de 3.500 crianças em lista de espera para ter um lugar em creches e berçários.
Estruturas, sublinhou, que são “fundamentais” nos dias de hoje, sobretudo para evitar que os jovens casais tenham de ficar em casa para cuidar dos seus filhos, por não terem onde os deixar.
“Por isso, temos um programa para criar uma rede pública, que implicará, desde logo, uma parceria com as instituições já no terreno, no sentido de o município contribuir com a sua parte para que a oferta de vagas possa ser uma realidade. Onde houver essa oferta, negociaremos para aumentar mais a capacidade de lugares e onde não houver o município intervirá com a iniciativa própria”, disse ainda o candidato do PS-PAN.
Além de António Braga, concorrem à liderança da Câmara de Braga João Rodrigues (coligação Juntos por Braga – PSD/CDS-PP/PPM), Filipe Aguiar (Chega), Rui Rocha (IL), Ricardo Silva (movimento independente Amar e Servir Braga), João Baptista (CDU, coligação que junta PCP e Os Verdes), António Lima (Bloco de Esquerda), Carlos Fragoso (Livre), Francisco Pimentel Torres (ADN) e Hugo Varanda (MPT).
As eleições estão marcadas para domingo.
Coligação quer criar grande área empresarial e tecnológica
António Braga acrescentou que muitos empresários radicados no concelho lhe deram conta das dificuldades que têm em crescer e alargar as suas empresas, porque os parques empresariais existentes estão lotados.
“Alguns também me comunicaram que estão a sair do concelho de Braga para procurar noutros concelhos vizinhos capacidade de resposta às necessidades de crescimento do seu espaço físico, para continuarem a laborar e a desenvolver-se”, referiu.
Para o candidato da coligação “Somos Braga”, isto é o resultado de “um erro de planeamento da atual maioria em fim de mandato”.
“Não foram capazes de perceber que esta capacidade instalada estava esgotada e que por essa via estamos a perder empresas que nasceram em Braga, estamos a perder empregos para outros lugares fora do conselho de Braga, e que isso é um prejuízo direto para a população, menos emprego e um prejuízo direto para os empresários que iniciaram os seus projetos em Braga e veem-se agora na contingência de ter que recorrer a outros lugares para continuar o seu projeto empresarial”, apontou.
Nesse sentido, a coligação PS-PAN tem um projeto para criar uma grande área empresarial, industrial e tecnológica, na zona onde nascerá a futura estação de TGV, entre Semelhe e Gondizalves.
António Braga considera que a chegada do TGV será “uma grande oportunidade” para Braga, uma vez que não transportará apenas pessoas, mas também mercadorias.
“A linha permitirá essa capacidade de circulação e, portanto, a ideia de criar ali uma grande área industrial, empresarial e tecnológica é para responder a esta procura dos empresários de Braga”, disse ainda.
Naquela zona, acrescentou, a sua candidatura pretende também criar uma plataforma de comunicação com o território do distrito e da região.
“Nós defendemos a criação de uma área metropolitana, em que Braga tem um papel central, até pela sua colocação geográfica, mas ninguém se afirma numa área, seja ela qual for, sem ter âncoras de atratividade para o investimento e para as pessoas poderem desenvolver os seus planos de vida, os seus planos profissionais e até as suas iniciativas empresariais”, rematou.