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JNcQUOI Fish abriu finalmente portas para homenagear o mar português, com uma longa carta de peixe e marisco

Este artigo tem mais de 1 ano

É a primeira abertura dentro do JNcQUOI House e não foge daquilo a que o mesmo universo habituou os clientes. Recebe-os agora no Fish, onde o peixe e o marisco são protagonistas, numa carta a 4 mãos.

O JNcQUOI Fish apresenta uma carta que mistura a inovação com a tradição
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▲O JNcQUOI Fish apresenta uma carta que mistura a inovação com a tradição

▲O JNcQUOI Fish apresenta uma carta que mistura a inovação com a tradição

O anúncio foi feito a 8 de agosto deste ano. “Às 13h30 de 8 de outubro começa um novo capítulo”, escrevia Miguel Guedes de Sousa no seu Instagram, dando conta que, depois da longa espera, o JNcQUOI House ia finalmente começar a abrir as suas portas, trazendo consigo o JNcQUOI Fish e o JNcQUOI Table. O novo projeto do Amorim Luxury Group na Avenida da Liberdade viu a sua abertura ser adiada quando em junho do ano passado um incêndio deflagrou no edifício, a uma semana e meia da inauguração. Não é para já, no entanto, que os hospedes vão poder pernoitar neste hotel — só lá para março de 2026 — mas já nos podemos sentar à mesa daquele restaurante que homenageia o mar português, pelas mãos dos chefs Filipe Carvalho e António Bóia.

É do Fish que falamos — “peixe”, para os menos entendedores —, a mais recente adição ao monopólio gastronómico do universo JNcQUOI que se apresenta como um espaço que tem como protagonista esse mesmo. “Há muito tempo que eu dizia ao Miguel que nós precisávamos ter um restaurante para posicionar o peixe”, confessa o chef António Bóia, acrescentando que considera que, enquanto “produto fundamental da nossa alimentação”, “ainda não há a valorização e a dignidade [do peixe] em restaurantes em Portugal”. “Eu acho que toda a gente faz a mesma coisa. Tem que se dar mais dignidade ao produto. Eu estou a dar dignidade. O espaço, a arquitetura, a maneira de apresentar”, continua.

▲ O JNcQUOI Fish é marcado pelo verde escuro, a cor do JNcQUOI House

JOSE CAMPOS

A dignidade de que fala é assim retratada numa carta que junta a tradição à inovação, dadas por António e Filipe, respetivamente. Sempre com atenção no respeito ao produto e na sua valorização, este menu a quatro mãos leva o peixe e o marisco de uma ponta à outra — fugindo apenas dos dois únicos pratos de carne e das sobremesas (sim, há baba, mas esta é de crocodilo). O produto está exposto numa montra dentro do aquário que é a cozinha: envidraçada, não guarda segredos, mostrando cá para fora o que lá vai dentro. É de lá que nos fazem chegar o tão tradicional couvert português, com pão de trigo barbela, manteiga e azeitonas (8 euros), e um também ele tradicional pastel de bacalhau (16 euros), mas este vem com caviar e molho tártaro.

Se nos alongarmos pela carta vamos dar de caras com uma (muito) grande seleção de entradas. Divididas entre frias e quentes, quase que por si só fariam uma refeição, mas há uns quantos peixes do dia que podem ser também provados depois de serem assados à portuguesa num forno de pizza, com uma bela batata e cebolada — provámos o robalo (91 euros/kg) acompanhado por feijão verde (10 euros o acompanhamento). Esses só são conhecidos quando lá chegamos, mudando diariamente, mas evocando aquele sabor a casa e a domingos em família. Falando daquilo que é certo, nos frios há sempre como contar com o atum laminado com froie gras e queijo de São Jorge (29 euros), o caranguejo real com salada russa, gamba branca do Algarve e tártaro de atum (37 euros), a bela ostra da ria Formosa (10 euros/três) e a salada de santola, sapateira, abacate e citrinos (38 euros).

Quanto aos quentes, o tradicional chega com cara de canja de bacalhau com ovo escalfado e tomatada (21 euros) e de bacalhau dourado JNcQUOI (34 euros) para receber depois os principais: bitoque de atum com ovo a cavalo (75 euros/2PAX), bacalhau confitado com açorda de ovas (38 euros), perna de caranguejo thermidor (150 euros) ou arroz de lavagante nacional com coentros (75 euros). Os dois de carne respondem pelo nome de cordon bleu de frango (36 euros) e lombo de novilho em manteiga noisette com vinagre de porto vintage (48 euros).

▲ Como em todos os restaurantes JNcQUOI, também o Fish tem uma baba: é de crocodilo e leva ovos moles de Aveiro

“O Fish é muito mais do que um só restaurante de peixe e marisco, é a ligação de Portugal com o mar, que é um país que cresceu com o mar, as nossas comunidades, tudo o que aprendemos com o mar, os Descobrimentos”, descreve também Isabel Ramalho, diretora de marketing do grupo, notando ainda que este elemento que guia o restaurante está também presente no espaço, com a farda do staff a recordar os marinheiros. “Já ohouse vai ser a integração de todo o nosso conceito num só: eat, drink, shop and live num só”, acrescenta.

Com abertura prevista para março, o JNcQUOI House conta ainda com o JNcQUOI Table. Este espaço exclusivo, idealizado para receber entre 10 a 12 pessoas — a contrastar com os 80 lugares do Fish —, abre portas em novembro para apontar à estrela com um “menu 80% feito em peixe e marisco”. Foi esse o projeto que foi prometido ao chef Filipe Carvalho, depois da saída do Fifty Seconds, no topo da Torre Vasco da Gama, anunciada em novembro de 2023, mas que foi colocado em pausa com o incêndio, dando assim ao chef de Aveiro a oportunidade de se aventurar na cozinha do Avenida, que assumiu em outubro do ano seguinte. 

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