O ministro dos Assuntos Parlamentares elogiou, através da sua página de Facebook a intervenção do deputado do PSD Gonçalo Capitão por “dar umas valentes nalgadas (parlamentares) a quem as merece muito…”

Carlos Abreu Amorim falava de uma intervenção espirituosa de Gonçalo Capitão, que começou a intervenção a dizer que a Rui Cristina e a André Ventura já “só lhes falta cantar o fado”, mas que por “fetiche musical” preferia “ouvi-lo trautear qualquer coisinha de Gipsy Kings“.

E continuou: “O André Ventura falava em 30 câmaras, teve três. É só tirar um zero. Mas depois multiplicou o zero por três [numa alusão ao facto de o Chega ter dito que triplicou o número de autarquias], deve ser a matemática da Festa de Hambúrgueres.”

Gonçalo Capitão diz que os dirigentes do Chega estão “todos contentes” por terem “passado de miseráveis a pobres: se tivessem ganho quatro ou cinco câmaras ainda não tinha acabado o foguetório”.

Enquanto Pedro Pinto protestava, Capitão atirou: “Senhor deputado, esteja à vontade. Adoro barulho disruptivo, até já fui membro de uma claque organizada“.

O deputado do PSD disse ainda que a única verdade que o Chega disse foi que ia pôr o regime a nu, o que se confirmou ao terem “candidatos autárquicos no Only Fans.“

Capitão lembrou que o Chega disse que “ia liderar a direita e levou uma banhada do CDS” e que também disse que “ia acabar com a esquerda e perderam para a CDU”. E acrescenta: “Vocês são o PCP da direita. Mesmo quando perdem, ganham”.

Dirigindo-se ao líder parlamentar do Chega: “Falava que o PSD perdeu Faro. Se o Cristóvão perdeu o Norte, Pinto foi depenado“.

O deputado do PSD diz que Chega faz a “política do pudim molotof: muito volume, pouco conteúdo, bastou uma colherada e aquilo abateu”. E concluiu: “Já que não tiveram vergonha, ganhem juízo”.

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