Portugal tem mais uma cara na elite do surf mundial. A portuguesa Yolanda Hopkins avançou esta quinta-feira para as meias-finais do Saquarema Pro, que decorre no Rio de Janeiro e é uma prova que integra as Challenger Series da Liga Mundial de Surf (WSL), assegurando a qualificação para o circuito principal em 2026. Desta forma, Portugal vai ter, pela primeira vez, uma mulher na elite do surf, depois de Tiago Pires e Frederico Morais terem repetido o feito na versão masculina, disputando o Championship Tour (CT).

Na quarta bateria dos quartos de final, a surfista olímpica lusa venceu a australiana Ellie Harrison com 10,67 pontos — em 20 possíveis — nas duas melhores ondas (6,17 e 4,50), contra os 10,07 (5,50 e 4,57) da adversária, garantindo matematicamente a entrada na elite mundial. Nas meias-finais da prova brasileira, a surfista algarvia, de 27 anos, vai agora defrontar a experiente australiana Sally Fitzgibbons, antiga número um do mundo, ao passo que a outra semifinal vai colocar frente a frente as irmãs bascas Annette e Janire Gonzalez Etxabarri. A próxima chamada está marcada para as 14h30 locais (18h30 em Lisboa), prevendo-se que as meias-finais femininas decorram a partir dessa hora.

Antes, nos oitavos de final, Hopkins deixou pelo caminho a norte-americana Alyssa Spencer, 11.ª no ranking mundial, conquistando 10,73 pontos contra os 10,14 da adversária. Na segunda ronda, para a qual entrou diretamente, a algarvia apurou com uma pontuação de 10,87, atrás dos 12,00 de Harrison e à frente da peruana Sol Aguirre (10,44) e da sul-africana Sarah Baum (8,94). A surfista nascida em Faro ocupa, atualmente, o 24.º lugar no ranking mundial, com uma média de 12,04 pontos. Hopkins estreou-se em 2015, quando disputou o Junior Tour. Yolanda esteve ainda nos Jogos Olímpicos de 2021 e 2024, tendo ficado na quinta posição em Tóquio e nos oitavos de final em Paris.

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“Consegui, finalmente! Vamos estar aqui no Tour, a representar Portugal. Estou bué feliz e quero mesmo agradecer a toda a gente que me tem apoiado ano após ano. Vou tentar dar o meu melhor no CT e levar a bandeira portuguesa o mais longe possível. É incrível. Ainda não consigo acreditar. Foi um ano incrível. Recebi muito apoio de todos. Nunca senti tanto apoio como senti este ano. Não só em Portugal, mas também nas viagens por todo o mundo, como na Austrália, África do Sul, América ou no Havai. Quero agradecer imenso, pois sem o apoio dessas pessoas acho que teria sido muito difícil alcançar o que alcance, e esse apoio é incomparável. Eu, o meu treinador e toda a equipa que me apoia temos trabalhado durante tantos anos. Tinha de acontecer. O meu surf nos Challengers é sempre um pouco complicado. Às vezes é um desafio. Mas sinto que o meu surf pertence ao CT e mal posso esperar. Estou pronta!”, partilhou a surfista após ter alcançado o inédito feito, no qual pode ter a companhia das compatriotas Teresa Bonvalot e Francisca Veselko, que ainda lutam para chegar ao circuito principal.

Foi precisamente em Saquarema que Hopkins deitou por terra a oportunidade chegar ao circuito em 2024, quando ficou a um ponto de vencer o seu heat e de passar do Challenger Series para o Championship Tour. Um ano depois, fez as pazes com o passado, no mesmo local. O Saquarema Pro, na Praia de Itaúna, no Rio de Janeiro, Brasil, é a quinta e penúltima etapa das CS, que oferecem as vagas de acesso para o circuito mundial de 2026, 10 para a competição masculina, e sete para a feminina, com o período de espera a decorrer até 19 de outubro.

[Apesar da euforia em torno de Freitas, Soares recupera. O debate com Zenha será decisivo. Quando acabar, nunca mais serão amigos. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]