O Presidente dos EUA, Donald Trump, revelou, esta sexta-feira, que encurtou a pena de prisão do antigo deputado republicano George Santos, que cumpria uma pena acima dos sete anos de prisão na justiça federal por fraude e roubo de identidade.
Santos tinha sido condenado em abril deste ano e cumpria a sua pena desde 25 de julho na prisão da cidade de Fairton, no estado de Nova Jérsia, um estabelecimento de segurança reduzida. Desde esses dias, tinha pedido a Trump para intervir no seu processo e que o perdoasse.
Na rede social Truth Social, o líder norte-americano alega que “George esteve em prisão solitária por longos períodos e, segundo todos os relatos, foi terrivelmente maltratado”.
“Portanto, acabei de assinar uma comutação, libertando George Santos da prisão IMEDIATAMENTE. Boa sorte, George, tem uma ótima vida!”, concluiu.
Na rede social Truth Social, Trump disse que George Santos “era um pouco ‘rebelde‘”, mas sublinhou que “há muitos rebeldes em todo o nosso país que não são condenados a cumprir sete anos de prisão“, lembrando o caso do senador democrata Richard Blumenthal, que mentiu sobre ter participado na guerra do Vietname durante vários anos.
“Ele era ‘um grande herói’ e dizia-o a todos os que quisessem ouvir — e depois aconteceu! Ele era uma FRAUDE COMPLETA E TOTAL. Ele nunca foi ao Vietname, nunca viu o Vietname, nunca participou nas batalhas lá, nem em qualquer outro lugar”, lembrou.
“Isto é muito pior do que o que George Santos fez. E pelo menos Santos teve a coragem, a convicção e a inteligência de SEMPRE VOTAR NOS REPUBLICANOS!”.
Santos fora expulso do Congresso após ter admitido forjar registos de doações e nomes de doadores para conseguir ser nomeado como candidato do Partido Republicano ao Congresso no estado de Nova Iorque em 2022. Após ser eleito nas legislativas desse ano, acrescentou a agência, uma parte da cidade de Nova Iorque e dos subúrbios a leste em Washington D.C..
No entanto, durante a campanha, segundo a Reuters, George Santos alegou ter andado na Universidade de Nova Iorque, ter trabalhado na Goldman Sachs e que os seus avós tinham fugido dos nazis durante a Segunda Guerra Mundial. Nenhuma destes acontecimentos era verdadeiro.
[Apesar da euforia em torno de Freitas, Soares recupera. O debate com Zenha será decisivo. Quando acabar, nunca mais serão amigos. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]