O velório do artista e professor João Queiroz, que morreu na quarta-feira, vai ter lugar na sexta-feira, em Lisboa, com o funeral marcado para sábado, anunciou esta quinta-feira a Galeria Miguel Nabinho.
De acordo com comunicado da galeria, o velório decorre na sexta-feira, a partir das 17h00, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, nos Olivais Sul, enquanto a cerimónia fúnebre se realiza no sábado, às 10h30, seguindo-se o funeral no Cemitério dos Olivais.
O pintor João Queiroz, que morreu na quarta-feira, em Lisboa, aos 68 anos, em cuja obra a perceção e a paisagem se tornaram temas centrais, detém uma das expressões mais individuais da pintura portuguesa contemporânea, segundo curadores e críticos de arte.
Nascido em Lisboa, em 1957, o artista, que residia e trabalhava na capital, foi vítima de doença prolongada, anunciou a Galeria Miguel Nabinho na rede social Instagram.
João Queiroz licenciou-se em Filosofia pela Universidade Clássica de Lisboa, em 1984, antes de dedicar a sua carreira à arte, mas ainda enquanto estudante começou a expor desenho e pintura.
Em 1989, assumiu a docência no Ar.Co — Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, lecionando desenho, pintura e teoria da arte, tendo sido também responsável pelo Curso Avançado de Artes Plásticas daquela escola.
João Queiroz recebeu vários prémios ao longo da carreira artística, nomeadamente o Prémio EDP de Desenho, em 2000, e o Prémio Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), atribuído em 2011 pela “qualidade rigorosa” da sua obra. Foi agraciado com o Prémio de Pintura Gustavo Cordeiro Ramos da Academia Nacional de Belas-Artes, em 2004, e o Prémio União Latina, em 2001.
O Museu de Serralves, no Porto, tem marcada para esta quinta-feira, às 21h30, a apresentação do documentário “João Queiroz — Instruções para subir a uma montanha”, do poeta e investigador Bernardo Pinto de Almeida, e o lançamento do livro “João Queiroz. A Substância da Paisagem”.
“João Queiroz é, a meu ver, um dos grandes Artistas portugueses das últimas décadas. Afirmado nos finais dos anos 80 do século XX, viu a sua obra crescer desde então para um pleno que faz dele um dos mais originais, inteligentes e misteriosos Artistas da nossa contemporaneidade”, sublinha Bernardo Pinto de Almeida num texto publicado na página online do Museu de Serralves.