Dois suspeitos no roubo do Louvre — que também tem sido descrito como o “roubo do século” — foram este sábado interrogados pela polícia parisiense e acabaram por ficar detidos. Segundo a imprensa francesa, são suspeitos na investigação aberta por crime organizado, depois do roubo que fez desaparecer oito joias valiosas do museu em plena luz do dia.
Segundo o Le Parisien, os dois homens vêm da zona de Seine-Saint-Denis, perto de Paris, e estarão na casa dos 30 anos. Farão parte do grupo de quatro suspeitos que entrou, usando um elevador de carga, no museu mais visitando do mundo, fazendo-se passar por trabalhadores das obras que estavam a decorrer numa das alas do museu. Demoraram sete minutos a roubar joias no valor de 88 milhões de euros, voltando a descer pelo elevador de carga e usando motas para fugir.
Agora, as autoridades parisienses, juntamente com o gabinete de tráfico de bens culturais de França, estão convencidas de que encontraram parte do grupo de culpados, depois de uma semana de buscas intensas, que envolveram mais de 100 investigadores. De acordo com o Le Figaro, pelo menos um dos homens preparava-se para apanhar um voo para a Argélia.
O Museu do Louvre tinha acabado de abrir quando, pelas 9h30 de domingo passado, soou o alerta: um grupo de assaltantes entrou no espaço, roubou oito joias valiosas da coleção da última imperatriz francesa, mulher de Napoleão III, e conseguiu escapar, de scooter, do museu — que foi, entretanto, encerrado. Reabriu esta quarta-feira de manhã.
Os assaltantes levaram uma tiara, um colar de safiras e um par de brincos safiras de um conjunto que pertencia às rainhas Maria Amélia e Hortênsia. Ainda um conjunto de colar e par de brincos de esmeraldas de Maria Luísa e um broche conhecido como “broche relicário”, uma tiara da Imperatriz Eugénia e um grande laço de corpete (broche) da mesma imperatriz.