O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cancelou esta segunda-feira uma entrevista no programa “60 Minutos”, da estação televisiva norte-americana CBS, minutos antes de esta começar, indicou o canal na rede social X.
???? Maduro cancela entrevista con CBS en Caracas
???????? Nicolás Maduro suspendió a último minuto una entrevista con el programa 60 Minutes de la cadena estadounidense CBS, que se realizaría en un hotel de Caracas, según confirmó el propio canal.
???? Tras meses de negociación, el… pic.twitter.com/Tikn3SVDOC
— EVTV (@EVTVMiami) October 27, 2025
Num vídeo publicado nessa rede social, uma jornalista do “60 Minutos” explica que, após meses de negociações, Maduro aceitou conceder uma entrevista à estação, o que surpreendeu o programa.
“A equipa de Maduro escolheu a hora e o local, o salão de baile de um movimentado hotel de Caracas, mas minutos antes do início, cancelou” a entrevista, afirmou a voz da jornalista no vídeo.
Segundo o programa, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, considerou que “já não era seguro” realizar a entrevista.
Após esta explicação, o vídeo mostra uma jornalista da CBS dirigindo-se ao centro de Caracas, onde Maduro participava num comício em comemoração do Dia dos Povos Indígenas, dois dias após o cancelamento da conversa com a estação televisiva norte-americana.
A entrevista teria ocorrido num contexto de plena escalada das tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos, na sequência de ataques ordenados pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, a embarcações que navegam no mar das Caraíbas, no âmbito do combate ao tráfico de droga.
A Casa Branca reiterou que tais operações se destinam a proteger os cidadãos norte-americanos da entrada de drogas no país.
O exército dos Estados Unidos reportou o afundamento de pelo menos dez embarcações com 43 pessoas a bordo desde que o Governo Trump ordenou estas operações, no início de setembro.
No domingo, o senador norte-americano Lindsey Graham afirmou que Trump planeia nos próximos dias informar o Congresso sobre possíveis operações terrestres contra o tráfico de droga na Venezuela e na Colômbia, como parte de uma expansão das operações marítimas nas Caraíbas e no Pacífico.
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