Na DS Automobiles, um dos construtores de luxo do grupo Stellantis, o DS 4 cede o seu lugar ao DS Nº4, com a ligeira modificação na denominação a servir para marcar o facto de, a partir de agora, passar a oferecer uma versão 100% eléctrica. O modelo visa representar o que de melhor este construtor gaulês consegue produzir para representar o savoir-faire francês, em que o requinte e o cuidado colocado nos pormenores, suportado num trabalho de acabamentos quase artesanal, pretendem fazer a diferença.
O DS Nº4 assume-se como uma berlina do segmento C, à semelhança do seu antecessor, o mais vendido no mercado europeu e o segundo mais importante comercialmente em Portugal. Em relação ao DS 4 introduzido em 2021, o novo DS Nº4 mantém o comprimento (4,40 m), a largura (1,87 m), a altura (1,49 m, com antena) e a distância entre eixos (2,675 m), mas muda o suficiente para ser visto como um novo veículo, sem dúvida devido à nova grelha mais esguia e mais horizontal, no que é reforçada pela também nova assinatura luminosa, além de mudanças mais ligeiras no interior dos faróis frontais e farolins posteriores. A tudo isto temos de juntar as jantes de 19”, que agora são oferecidas como equipamento de série.
A umas linhas exteriores sofisticadas e atraentes, o DS Nº4 junta um habitáculo que visa cativar quem aprecia o estilo tão francês do rococó. O tablier é clean e elegante, com a consola central a surgir elevada envolvendo melhor quem se senta nos bancos anteriores. Os bons materiais e a construção cuidada completam o conjunto. O espaço à frente é bom e o acesso fácil, mas quem se senta atrás poderá sentir-se algo mais limitado. Caso a DS tivesse adoptado um chassi similar ao utilizado pelo novo Peugeot 308, com largura e altura similares, mas com mais 5,5 cm entre eixos, certamente se viajaria melhor no banco traseiro. Lá atrás, a nova berlina da DS Automobiles disponibiliza uma bagageira com 360 litros na versão híbrida plug-in (PHEV), 390 na eléctrica e 430 na híbrida.
O DS Nº4 começa por ser oferecido com três níveis de equipamento, nomeadamente Pallas, Jules Verne e Étoile. Em termos mecânicos, o modelo mais acessível monta a mais recente mecânica híbrida a gasolina do grupo, que extrai 145 cv da junção do motor 1.2 turbo (com três cilindros e 136 cv) com uma unidade eléctrica a 48V com 55 cv. Esta versão, que usufrui de uma caixa automática de dupla embraiagem que o torna mais agradável de utilizar, é proposta por valores a partir de 37.550€. Igualmente disponível, de momento, está o DS Nº4 E-Tense, a versão 100% eléctrica que monta um motor com 212 cv alimentado por uma bateria com uma capacidade de 58,3 kWh brutos (54 kWh úteis, recarregável a 11 kW em AC e 120 kW em DC), que lhe permite uma autonomia de 450 km em WLTP. O DS nº4 100% eléctrico é proposto a partir de 46.850€.
Posteriormente, chegará a versão PHEV do DS Nº4, que alia o motor 1.6 turbo a gasolina com quatro cilindros e 180 cv a uma unidade eléctrica com 125 cv, o que coloca em 225 cv a potência total. Esta é alimentada por uma bateria recarregável (a 3,7 kW ou 7,4 kW em opção) com uma capacidade útil de 14,6 kWh, permitindo anunciar uma autonomia de 81 km. As emissões ainda não são conhecidas, mas espera-se que sejam inferiores a 80g de CO2/km, pois só assim a variante PHEV poderá ter sucesso em Portugal, ao beneficiar dos incentivos à compra, dado a nova e mais restritiva norma Euro 6e-bis, que entra em vigor a 1 de Janeiro.