O antigo líder parlamentar e vice-presidente da Assembleia da República, José Manuel Pureza, é escolha da moção A, que congrega as alas mais fortes do Bloco de Esquerda, para suceder a Mariana Mortágua na liderança do Bloco de Esquerda. Há outras quatro moções que vão a votos na Convenção de 29 e 30 de novembro, mas as hipóteses de vencerem são reduzidas. Pureza está, assim, na pole position para ser o futuro coordenador do Bloco de Esquerda.
Desde 2014, quando a convenção deu empate entre a moção que propunha a liderança bicéfala de Catarina Martins e João Semedo e a moção então liderada por Pedro Filipe Soares (UDP) que os membros desta ala do partido (aqui representada pela moção A) consegue liderar o partido.
Miguel Cardina, que é membro moção A, disse estar “muito confiante na escolha de José Manuel Pureza”, que considera ser a “escolha necessária nestes tempos que o Bloco agora enfrenta”. Cardina fez questão, no entanto, de dizer que é preciso respeitar a “democracia interna” no Bloco de Esquerda e lembrou “existem cinco moções”, que estão a fazer os “seus debates, a fazer as suas listas, a eleger os seus delegados”.
De acordo com a agência Lusa, na lista da moção A para a Mesa Nacional surge Isabel Pires, seguida de Fabian Figueiredo, ex-líder parlamentar dos bloquistas, Marisa Matias e João Curvêlo — um homem da sombra que tem sido o assessor mais influente do partido nos últimos anos e que atualmente não integrava este órgão. Mariana Mortágua está em sexto na lista, que conta ainda com nomes que já integram este órgão como os de Joana Mortágua, José Soeiro, Catarina Martins, Pedro Filipe Soares, Jorge Costa, Adriano Campos, ou Andreia Galvão (que recentemente substituiu Mortágua no Parlamento).