É o maior shutdown de sempre, oficialmente. Já dura há 35 dias – e algumas horas – a paralisação parcial dos serviços públicos nos EUA, tornando-a a mais longa de sempre na história norte-americana, isto depois de ter superado a duração do shutdown que era, até agora, o mais longo (uma paralisação que acontecera no primeiro mandato presidencial de Trump e que também durou 35 dias).
O braço de ferro mantém-se há várias semanas, com cada um dos lados a acusar o outro de ser a razão pela qual o impasse não termina. “O shutdown de Trump arrasta-se porque os republicanos continuam a recusar negociar com os democratas, de uma forma séria, para resolver a crise que temos nos cuidados de saúde no nosso país”, afirmou o líder dos democratas do Senado, Chuck Schumer, há poucas semanas. O partido quer que a administração desista dos cortes previstos no Obamacare, entre outras exigências, para aceitar negociar a aprovação do orçamento federal.
Os democratas tentam colar esta paralisação ao atual inquilino da Casa Branca – por isso falam no “shutdown de Trump” –, ao passo que os republicanos responsabilizam os democratas pelo que está a acontecer. “As consequências económicas, que são bem reais, de um shutdown prolongado recaem totalmente nos ombros dos democratas do Senado, que estão a fazer do governo federal, da economia e do país reféns para garantir que continuam a dar cuidados de saúde gratuitos a imigrantes ilegais”, argumentou o porta-voz da Casa Branca Kush Desai.
O anterior “recorde” é superado numa altura em que há alguns sinais de que a paralisação pode ser levantada. Um senador republicano do Oklahoma, Markwayne Mullin, disse à CNBC estar “muito confiante” de que os serviços públicos vão reabrir antes do final da semana.
Porém, as casas de apostas e sites como o Kalshi não anteveem uma solução tão cedo, apontando para que o shutdown dure 44 dias, ou seja, mais nove.