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Não foi à hora que estava previamente prevista, também não demorou tanto tempo como tinha demorado há duas semanas. À semelhança do que tinha acontecido na primeira volta, Rui Costa foi o primeiro candidato a votar no Pavilhão da Luz, neste caso não às 8h30 como estava como referência indicativa mas cerca de uma hora depois. Voltou a chegar de fato sem gravata, voltou a vir com a família. Primeiro esteve à conversa com o filho, depois atendeu uma chamada no telemóvel, antes de entrar falou aos jornalistas sobre mais um dia com dados que prometiam nova romaria para recorde aos 108 locais de voto espalhados pelo Mundo.

“Tentei ser igual a mim próprio, agora é esperar”: Rui Costa foi o primeiro a votar antes de juntar-se à equipa no Seixal

“A primeira expetativa é ótima, naquilo que foi feito como apelo: bater-se o recorde dos 85 mil. Pelo que se está a ver, podemos estar no bom caminho e isso deixa-me extremamente feliz. Eu também estou feliz por aqui estar, otimista, e muito em paz. Hoje toca aos sócios. Discurso de vitória? Não tenho nenhum discurso feito ou preparado. Otimista? Estou muito otimista que se possa chegar aos 100 mil”, comentou, antes de voltar a desvalorizar as duas sondagens feitas no dia do jogo com o Bayer Leverkusen que lhe davam a vitória: “Na primeira volta eram outras e os resultados foram diferentes. Vamos esperar”.

Eleições no bolso? De todo. Partimos do zero e os sócios vão decidir. São soberanos e estamos aqui para esperar pelo final do dia. Afluência? É a prova da dimensão do Benfica e um sinal de que podemos bater o recorde”, salientou Rui Costa, momentos antes de entrar no Pavilhão.

Corridas contra o tempo, uma camisola que emociona o Maestro e os bonés do “movimento MBGA”: um dia com Rui Costa

“Conversas durante a fila? Estou na minha casa. Não há motivos para não sermos respeitados e acarinhados. E esse é dos apelos maiores que faço para que tudo corra da mesma maneira, que haja respeito pelas duas partes. Estou satisfeito por aquilo que foi a campanha. Em relação ao último debate, já o disse: não foi o que os benfiquistas esperavam. Não demos um bom exemplo e já lamentei isso da minha parte. Compreende-se. Estávamos a dois dias das eleições, numa campanha longa e com algum nervosismo”, rematou numa intervenção que só foi brevemente interrompida quando um sócio gritou por “Noronha” enquanto falava.

Soma de relatórios, subtração de ideias, multiplicação da palavra “mentiroso” e um eleitoral dividido: o debate com acusações até em off

Esclarecendo ainda que a tomada de posse acontecerá sempre de madrugada depois de serem apurados todos os resultados, porque “é algo obrigatório”, Rui Costa entrou depois pelo Pavilhão número 2 para seguir para o Pavilhão número 1 com os pais e o filho Hugo e votar. À saída, feita por outro local do recinto, mais do mesmo: pedidos de autógrafos, fotografias, muita gente em torno do atual líder do clube e eterno camisola 10 conhecido como Maestro. “Não devias estar a fazer campanha”, atirou um sócio. No entanto, aquilo que acontecia era tudo menos campanha, com Rui Costa a ser inundado de pedidos após sair pelo Pavilhão número 1 e rumar à porta 18, onde passaria antes de voltar a casa onde vai acompanhar os resultados.