1.000 jogos. Não é para todos e nem sequer é para muitos, é mesmo só para alguns. Este domingo, Pep Guardiola realizava o jogo mil da carreira de treinador e os números dos outros 999 são astronómicos: 715 vitórias, apenas 128 derrotas e 40 troféus conquistados, incluindo 12 de campeão nacional entre Barcelona, Bayern Munique e Manchester City e três Ligas dos Campeões. Tão astronómicos que até o próprio, que normalmente desvaloriza os próprios feitos, ficou impressionado.
“Os números são loucos, peço desculpa por dizer isso. Quando se tem os marcos e se lê o que se fez, as vitórias, a média, não só na Premier League mas também na Liga dos Campeões… Conseguimos coisas incríveis no Barcelona, no Bayern Munique e aqui no City. Esta percentagem, acima dos 70% de vitórias, significa que a cada dez jogos ganhamos sete e empatamos um ou dois. Isto só acontece porque estás no Barcelona, no Bayern e no City, com os jogadores que eu tenho. Depois disso é muito trabalho árduo. Dedicação, paixão, amor… Nisto ninguém me supera”, disse o espanhol, que ainda respondeu um sorridente e quase irónico “têm toda a razão!” quando questionado sobre o facto de muitos o considerarem o melhor treinador de todos os tempos.
Pep Guardiola's managerial career is nothing short of incredible ????????
???? 999 games in charge
???? 40 major trophies
???? 71.57% win rate pic.twitter.com/gh1oqwWYKu— OneFootball (@OneFootball) November 7, 2025
We’ve got Guardiola ????
Congratulations on reaching 1000 matches as a manager, @PepTeam ???? pic.twitter.com/ZyjEgHqwjC
— Manchester City (@ManCity) November 9, 2025
Ora, e como nada na carreira de Pep Guardiola é e foi por acaso, o jogo mil acontecia no Etihad e contra o Liverpool, um dos maiores rivais da passagem do treinador na Premier League. Separadas por um ponto com vantagem para os citizens, as duas equipas podiam aproveitar a partida para encurtar a distância para a liderança do Arsenal, que tropeçou em casa do Sunderland. Para isso, porém, era preciso ganhar.
Guardiola lançava Bernardo, Nico González e Phil Foden no meio-campo, com Jérémy Doku e Cherki no apoio a Haaland e Rúben Dias e Matheus Nunes a serem também titulares. Já Arne Slot, que vinha de uma vitória importante na Liga dos Campeões contra o Real Madrid, apostava em Florian Wirtz, Szoboszlai e Salah nas costas de Hugo Ekitike, com Alexander Isak a começar novamente no banco.
O Manchester City começou muito melhor, remetendo o Liverpool ao próprio meio-campo e implementando uma intensidade que não permitia praticamente nada aos reds. Os citizens poderiam ter inaugurado o marcador ainda dentro do quarto de hora inicial, quando Mamardashvili fez falta sobre Doku na grande área na sequência de um erro de Konaté, mas o guarda-redes redimiu-se e defendeu a grande penalidade de Haaland (13′), prolongando o nulo.
Super-cruzamento do Matheus Nunes e o Robot Haaland redime-se ????
???????????????????????????? @premierleague | @ManCity 1 x 0 @LFC
???? Adere já e aproveita ???? ????????̂???? ????????????́???????????? em ???? https://t.co/MbvnEVsIom#DAZNPremier pic.twitter.com/3tnA4lEgIv
— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) November 9, 2025
A lógica, porém, manteve-se. A equipa de Pep Guardiola estava completamente por cima e tanto Cherki (18′) como Doku (26′) poderiam ter marcado, mas o golo estava reservado para o homem do costume: Matheus Nunes desequilibrou na direita, cruzou da melhor maneira para o segundo poste e Haaland cabeceou para bater Mamardashvili (29′), chegando aos 14 golos na atual temporada só na Premier League.
O Liverpool esboçou uma leve reação e ainda conseguiu mesmo empatar, com Van Dijk a cabecear na sequência de um canto na direita (39′), mas o golo foi anulado porque Robertson incomodou Donnarumma enquanto estava em posição de fora de jogo. Até ao fim da primeira parte, num momento que colocou alguma realidade no resultado, Nico González ainda foi a tempo de aumentar a vantagem com um remate de fora de área que ainda desviou em Van Dijk (45+3′). Ao intervalo, o City estava a vencer de forma justa.
Nico a usar o pé de Van Dijk como tabela para fazer golo ????
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Nenhum dos treinadores fez alterações ao intervalo e não foi preciso esperar muito para perceber que o Manchester City ia fechar-se atrás, oferecer a iniciativa ao Liverpool e jogar no contra-ataque, enquanto que os reds também demonstravam outras intenções na pressão e na reação à perda da bola. Guardiola foi o primeiro a mexer e fê-lo ainda antes da hora de jogo, trocando Cherki por Savinho, numa confirmação clara da velocidade que pretendia no espaço.
Arne Slot respondeu a partir do banco de suplentes pouco depois, com Milos Kerkez e Cody Gakpo, mas a verdade é que até foi o City a criar a melhor oportunidade daquele período com um remate de Doku já na área que Mamardashvili encaixou (55′). Gakpo ficou muito perto de reduzir a desvantagem com um pontapé por cima ao segundo poste, após passe de Conor Bradley (59′), mas os golos só apareciam do outro lado: numa transição rápida, Doku recebeu à entrada da grande área, puxou da esquerda para dentro e atirou sem qualquer hipótese para o guarda-redes georgiano (63′), estreando-se a marcar na Premier League.
Marmoush ainda entrou de um lado, Curtis Jones, Joe Gomez e Chiesa entraram do outro, mas já nada mudou. O Manchester City venceu o Liverpool no Etihad e encurtou a distância para a liderança do Arsenal, colocando-se agora a quatro pontos do primeiro lugar da Premier League. No dia do jogo 1.000 de Pep Guardiola, a equipa homenageou-o da melhor maneira com uma exibição de um milhão.
Doku andou a provocar e a provocar, até… ????
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