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Cerca de 1.500 crianças da Faixa de Gaza que sofreram amputações na sequência da ofensiva militar israelita necessitam de programas urgentes e de longo prazo de reabilitação, indicaram esta terça-feira as autoridades do enclave palestiniano.
Num comunicado divulgado pela agência palestiniana Wafa, o Ministério da Saúde de Gaza, tutelado pelo grupo radical Hamas, especificou que 25% dos casos de amputações observados no enclave palestiniano, cerca de 1.500, dizem respeito a crianças, enquanto 12,7% são mulheres, aproximadamente 760.
As autoridades de Gaza, que indicaram que as amputações afetam cerca de 6.000 vítimas, alertaram que estes números “refletem o profundo sofrimento humano vivido por milhares de pessoas e pelas suas famílias”, sublinhando que as crianças enfrentam deficiências permanentes em idade precoce.
Nesse sentido, insistiram na “necessidade urgente de serviços de reabilitação e apoio psicossocial” para as vítimas de amputação em Gaza, onde continua a existir uma grande escassez de recursos médicos devido à entrada limitada de camiões de ajuda e ao bloqueio imposto por Israel.
As autoridades palestinianas denunciaram ainda que a média de camiões que entram diariamente na Faixa de Gaza é de 348, o que corresponde a 41% do que foi acordado no âmbito do atual cessar-fogo com Israel, em vigor desde 10 de outubro.
A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas a 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 69 mil mortos, segundo as autoridades locais, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.