A Manus AI, nascida na China, está a desenvolver agentes de inteligência artificial (IA) para automatizar tarefas complexas e libertar os utilizadores de algumas tarefas. Mas, segundo o cofundador da empresa, Tao Zhang, o objetivo da empresa não assenta na substituição de recursos humanos no mundo do trabalho.

“Toda a gente fala em substituir os humanos por IA, mas achamos que isso é mau”, afirmou no palco principal da Web Summit esta quarta-feira. O responsável da empresa, que entretanto se transferiu para Singapura, prefere pensar no agente Manus como “um estagiário para toda a gente”, que continua a aprender mais funções e competências.

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Zhang explicou que “o agente ainda está numa fase muito inicial” e, em relação à segurança e confiança, vincou que “o utilizador pode intervir a qualquer momento na ação” do agente. “Em alguns casos pede intervenção do utilizador, por exemplo para enviar emails.”

Para deixar mais claro o que faz um agente de IA, optou por dar um exemplo da sua própria rotina. “Todos os dias, às 7 horas, o meu Manus vai analisar o meu email e calendário, perceber se há alguma coisa pendente. Quando acordo, percebo que algum do trabalho já foi feito.”

De olhos postos no futuro, e sempre com o realce de que é necessária transparência na utilização dos agentes, Zhang vê margem para o agente de IA evoluir na área da proatividade. Agora, “os agentes ainda precisam de um humano serem acionados”. “Proatividade será fazer parte do trabalho ainda antes de o pedirmos.”

A Manus AI lançou há oito meses um agente de IA chamado Manus, alguns meses depois do fenómeno chinês dos modelos de IA da DeepSeek. As empresas vindas da China e a estratégia digital do país estiveram em destaque esta terça-feira na cimeira tecnológica com a estreia do palco China Summit.

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