Sam Altman, CEO da OpenAI, terá declarado um “alerta vermelho” na empresa através de um memorando enviado a todos os funcionários. A comunicação terá sido feita esta segunda-feira, avançam meios como o Wall Street Journal ou o site especializado The Information.

No memorando, Altman terá pedido às equipas para se concentrarem no ChatGPT, nomeadamente na experiência diária do chatbot. O executivo terá pedido mais rapidez no desenvolvimento de uma maior personalização da experiência, mais velocidade e também na forma como o chatbot consegue responder a temas complexos.

Segundo estes meios, a dona do ChatGPT começa a sinalizar a pressão da concorrência. No memorando, o “alerta vermelho” também significará que outros projetos da empresa deverão ser adiados.

O WSJ escreve que Altman coloca nesta lista de projetos adiados os esforços na área da publicidade, os agentes de IA para temas de saúde e compras ou ainda o Pulse, o assistente pessoal desenvolvido pela OpenAI. Também terá sido incentivada a mobilidade temporária entre equipas para que o foco esteja no ChatGPT. Os funcionários que estejam ligados ao chatbot deverão também passar a ter reuniões diárias sobre os trabalhos de melhoria.

Esta não é a primeira vez que a empresa lança um alerta interno deste tipo. Em outubro, a empresa terá declarado um “alerta laranja” para priorizar o ChatGPT. Segundo os funcionários da OpenAI, a empresa recorre a três níveis de alerta — amarelo, laranja e vermelho — para sinalizar o nível de urgência necessário para responder a problemas.

O “alerta vermelho” surge poucas semanas depois de a Google lançar o modelo de IA Gemini 3, que ultrapassou o modelo da OpenAI em testes de referência da indústria. Além disso, a empresa também viu o número de utilizadores ativos mensais do modelo de geração de imagem Nano Banana aumentar de 450 milhões em julho para 650 milhões em outubro.

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Em outubro, a dona do ChatGPT revelou que o chatbot é usado semanalmente por 800 milhões de pessoas. Na vertente empresarial, as ferramentas da OpenAI são usadas por um milhão de clientes, através de parcerias com tecnológicas como a Canva, Figma, Zillow ou o Spotify.

A OpenAI tem estado em destaque na corrida da IA desde que, há três anos, lançou o ChatGPT. No entanto, há mais empresas a querer disputar o lugar ao sol na, como é o caso da Anthropic. A empresa fundada por Dario Amodei, ex-funcionário da OpenAI, tem não só fechado contratos com clientes empresariais como também recebido investimentos. No mês passado, foi anunciado que a Anthropic poderá receber até cinco mil milhões de dólares vindos da Microsoft e outros dez mil milhões de dólares da Nvidia. Com este anúncio de parceria, a avaliação da Anthropic subiu para 350 mil milhões de dólares.

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