O helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) estacionado em Loulé está inoperacional devido a uma avaria, informou o INEM. Segundo o instituto, trata-se de uma aeronave recente, pelo que o fabricante é “o único responsável pela intervenção e reparação necessárias”.
O aparelho, operado pela Gulf Med (empresa que venceu o concurso internacional para operar o Serviço de Helicópteros de Emergência Médica) encontra-se inoperacional desde a passada quinta-feira, confirmou a empresa maltesa à CNN.
O INEM garante estar a “acompanhar a situação em permanência e exigiu ao operador a adoção imediata de todas as medidas necessárias para assegurar o restabelecimento da operacionalidade no mais curto espaço de tempo”. No entanto, o organismo, liderado por Luís Cabral, não adianta durante quanto tempo se manterá a indisponibilidade do helicóptero — uns dos quatro que garantem a emergência médica a nível nacional (os restantes três estão estacionados nas bases de Évora, Viseu e Macedo de Cavaleiros).
Ainda assim, o INEM garante que vai aplicar à empresa operadora, a Gulf Med, as penalidades previstas no contrato referentes à indisponibilidade dos aparelhos — e que podem atingir os 180 mil euros por dia. “O INEM vai aplicar as penalidades previstas contratualmente e continuará a monitorizar o cumprimento do contrato e a trabalhar com o operador para garantir que a capacidade aérea de emergência é plenamente restabelecida, assegurando, em todas as circunstâncias, a resposta necessária aos cidadãos”, refere o comunicado.
Há cerca de um mês, no início de novembro, o mesmo helicóptero ficou inoperacional durante três dias devido à falta de uma peça no kit médico. A inoperacionalidade do helicóptero foi conhecida depois de não ter sido possível transportar através do SHEM um bebé em estado crítico entre os hospitais de Faro e Dona Estefânia.