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O Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários (SNTQB) acusa um banco, o Millennium BCP, de ter imposto unilateralmente um conjunto de serviços mínimos para serem garantidos nesta quinta-feira, dia de greve geral no país. Essa imposição, que terá sido “comunicada” através de uma carta recebida pelos sindicatos no último dia 5, levou a que houvesse uma reunião de conciliação na DGERT (Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) em que, segundo o sindicato, as intenções do banco foram anuladas.
A denúncia foi feita pelo SNQTB, de que fazem parte “sensivelmente metade” dos trabalhadores bancários sindicalizados no ativo, num comunicado de imprensa difundido nesta quinta-feira. “O BCP decidiu comunicar que pretendia realizar serviços mínimos, em diversos sectores do banco” – uma comunicação que, de acordo com o esclareceu Paulo Gonçalves Marcos, presidente do sindicato, ao Observador, foi feita através de uma carta recebida no dia 5 e que dizia que, em caso de não resposta, “seria entendida como uma declaração de concordância“.
“Foi o único banco a tentar impor serviços mínimos, listando aquilo que considerava ser um conjunto de serviços e números de pessoas que considerava mínimo para funcionar”, confirma Paulo Gonçalves Marcos, considerando que esta foi uma iniciativa “espantosa” já que a figura dos serviços mínimos apenas incide sobre setores considerados essenciais.
Questionado pelo Observador acerca destas alegações, fonte oficial do Millennium BCP recusou fazer qualquer comentário – descartando, também, dar informações sobre o nível de adesão que a greve está a ter. Segundo o mesmo sindicato, está a haver uma “adesão elevada” não só nas agências espalhadas pelo país, de vários bancos, mas também nos serviços centrais das instituições financeiras.
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O sindicato diz que não respondeu à carta e, ao invés, foi marcada uma reunião de conciliação na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) para esta quarta-feira. A reunião contou com a participação de representantes dos bancos e dos maiores sindicatos visados e, segundo Paulo Gonçalves Marcos, os sindicatos rejeitaram “por unanimidade” o que estava a ser proposto.
A reunião foi “concluída sem qualquer acordo das partes intervenientes”, afirma o sindicato, que diz ter “declinado a proposta de serviços mínimos do BCP, na defesa dos trabalhadores e, em particular, dos seus associados”. “O SNQTB estará atento ao livre exercício do direito de greve por parte dos trabalhadores do BCP e de todos os bancários”, acrescenta o comunicado de imprensa.