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O tráfego rodoviário nas pontes sobre o Tejo no sentido sul-norte caiu 4,5% no período da manhã, face ao mesmo movimento registado na mesmo dia do ano passado. A informação diz respeito ao número de carros que usaram as pontes 25 de Abril e Vasco da Gama até cerca das 13h00 para entrar em Lisboa, no sentido em que se paga portagens, e foi avançada ao Observador por fonte oficial da Lusoponte.

Mas quando os dados do movimento de carros são comparados com os da quinta-feira da semana passada, o tráfego foi equivalente. As duas semanas foram marcadas por um feriado à segunda-feira, mas esta semana tem também a greve geral.

O ministro da Presidência tinha indicado que o trânsito na ponte estava a cair 5%, sem explicitar qual o termo de comparação temporal usado. Este foi um dos indicadores avançados por António Leitão Amaro para desvalorizar os efeitos da greve geral e demonstrar um impacto “minoritário” da mesma. “Quem faz a greve é uma minoria”.

Leitão Amaro diz que a greve é “inexpressiva”: “A grande maioria dos portugueses está a trabalhar”

Na comparação com os dados do ano passado, há contudo outro efeito importante a equacionar. Os feriados do 1 e do 8 de dezembro calharam a um domingo quando este ano foram à segunda-feira, proporcionado duas pontes que podem ter persuadido mais gente a tirar uns dias. Isso pode também explicar porque nestas semanas se registou uma menor procura este ano, pelos menos às quintas-feiras, e no sentido sul-norte (no período da manhã).

Ainda segundo a informação da concessionária, esta manhã houve um maior movimento na Ponte 25 de Abril, que é o eixo onde operam os transportes públicos que tiveram a sua operação limitada a serviços mínimos, como são os casos da Fertagus e da Transtejo Soflusa. Registou-se igualmente uma antecipação temporal da hora de ponta da manhã.