O diretor-adjunto do FBI, Dan Bongino, escreveu nas redes sociais que vai deixar o cargo em janeiro, cerca de nove meses depois de o assumir. O primeiro anúncio, porém, foi feito pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, que disse achar que Bongino queria “voltar para o seu programa”, referindo-se ao podcast que este apresentava antes de integrar a polícia federal norte-americana.

“Quero agradecer ao Presidente [Donald] Trump, à procuradora-geral [Pam] Bondi e ao diretor [Kash] Patel pela oportunidade de servir com propósito”, escreveu Bongino na rede social X. “Acima de tudo, quero agradecer a vocês, meus concidadãos americanos, pelo privilégio de servi-los. Deus abençoe a América e todos aqueles que a defendem”, disse ainda.

Bongino, um antigo polícia e ex-agente dos serviços secretos que trabalhou na segurança de George W. Bush, era o apresentador do podcast da extrema-direita trumpista norte-americana The Dan Bongino Show antes de ser nomeado para o cargo no FBI, segundo a Axios.

E foi esse mesmo programa que o líder da Casa Branca apresentou como justificação para a saída quando deu a notícia da demissão de Bongino ainda antes de o próprio a tornar pública. Trump considerou o trabalho do antigo agente “muito bom” e logo acrescentou: “Acho que quer voltar para o seu programa.”

Segundo quatro fontes consultadas pela televisão MSNOW, Bongino tinha dito à sua equipa e a vários altos funcionários do FBI que iria anunciar a saída a 19 de dezembro. Várias pessoas tinham dito que o adjunto já tinha retirado todos os bens pessoais do seu gabinete na semana passada. Além disso, Bongino já teria chocado com a procuradora-geral dos EUA em agosto, segundo o New York Times.