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O líder do Chega, André Ventura, disse esta sexta-feira, em Bruxelas, que se a nova lei do Tribunal de Contas (TdC) for aprovada conta com o Presidente da República para a travar.

“Ficou claro que a nova legislação, se for aprovada pelo Partido Socialista e pelo PSD, vai levar a que [o ministro da Administração Interna] Luís Neves seja absolvido, seja amnistiado na prática de todas as infrações financeiras” de que Ventura considera o ministro suspeito.

O líder do Chega referiu ainda — em declarações aos jornalistas, em Bruxelas —, que a nova lei sobre o TdC “não é só um bar aberto à corrupção, por permitir que os novos contratos abaixo dos oito milhões de euros passem sem qualquer controlo do Tribunal de Contas, como vai permitir também que o próprio Luís Neves, que é ministro interessado neste Governo, seja amnistiado ou que beneficie da retroatividade desta lei”.

Depois de deixar um apelo ao PSD e PS para que votem ao lado do Chega na rejeição da lei na próxima quarta-feira, no voto na especialidade, o André Ventura acrescentou que se a legislação passar, vai apelar ao veto por António Seguro.

“Eu queria apelar ao Presidente da República que, mesmo que a lei venha a ser aprovada na Assembleia da República, não promulgue esta legislação”, referiu ainda, e classificou a proposta como “uma afronta direta à separação de poderes, é um cartão verde à corrupção e neste caso tem um interessado, um interessado muito específico que é o Luís Neves, é legislar em causa própria, é legislar para benefício próprio”.

Segundo noticia hoje o Público, a nova lei que o parlamento aprovou nesta semana obriga o TdC a ilibar o ministro da Administração Interna das infrações financeiras que lhe imputou na altura em que liderava e dirigia a Polícia Judiciária.

Ventura anunciou ainda tencionar chamar o antigo secretário-geral do MAI, Ricardo Carrilho, a prestar declarações na comissão de inquérito sobre a atuação do ministro Luís Neves.

André Ventura reuniu-se, em Bruxelas, com líderes dos Patriotas pela Europa, o grupo que o seu partido integra no Parlamento Europeu.

[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]