A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) está a investigar as cirurgias realizadas em produção adicional pelo serviço de dermatologia do Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, entre os anos de 2022 e 2024. Segundo o Exclusivo da TVI, estas práticas médicas valeram mais de 2,5 milhões de euros.

Em 2022 e 2023, o serviço de dermatologia do Hospital Amato Lusitano só tinha dois especialistas: José Mendes Gil e Francisco Saraiva Gil , pai e filho, respetivamente. Nesses dois anos, a equipa faturou mais de 1,5 milhões de euros. Já em 2024, só com Francisco no serviço, as cirurgias adicionais renderam ao serviço mais de 900 mil euros, o que se traduz em mais de 2,5 milhões de euros em três anos. Segundo a CNN, parte significativa desse valor foi recebida pelos dois familiares.

Segundo a CNN, também a rápida sucessão de José Mendes Gil levanta dúvidas sobre os critérios de nomeação e gestão interna uma vez que Francisco Saraiva Gil concluiu a especialidade em 2021 e, um ano depois, foi nomeado diretor do serviço.

A IGAS está a analisar em detalhe a faturação e se foram cumpridos todos os critérios legais na produção adicional, mecanismo que foi criado para reduzir as listas de espera através de atividade médica fora do horário normal.