Claude Berda morreu aos 78 anos, anunciou na sexta-feira, 19 de dezembro, a Vanguard Properties. Numa mensagem no site, a empresa de imobiliário fala do fundador e acionista como “um homem de visão rara, espírito empreendedor e liderança marcante, aliadas a uma profunda humanidade e proximidade”.
Diz ainda que “Claude Berda deixou um legado de integridade, compromisso e responsabilidade para com o futuro, que nos cumpre preservar”. O filho Alexandre Berda já está à frente do negócio.
A Vanguard assume-se como “o maior promotor imobiliário a operar em Portugal”. Foi criada em 2017 por Claude Berda, um empresário luso-suíço, em parceria com o gestor José Cardoso Botelho que saiu este ano da empresa. Alexandre Berda substituiu este gestor como presidente do grupo que tem em Portugal mais de 1,2 mil milhões de euros de propriedades, incluindo na Comporta.
No Linkedin, José Cardoso Botelho fala de Claude Berda como “muito mais do que um homem de negócios brilhante; foi um espírito livre, de uma generosidade rara e uma lealdade inabalável. Tive o privilégio de partilhar com ele anos de cooperação, mas acima de tudo, momentos de vida que guardarei com profunda estima e gratidão. A sua partida deixa um vazio, mas o seu legado de amizade e a sua paixão por criar continuarão a inspirar-nos”.
Nascido em França, a 3 de fevereiro de 1947 em Paris, naturalizou-se suíço em 2013 e obteve em 2021 a nacionalidade portuguesa. Em comunicado, na altura, resolveu anunciar a “conquista”: “É com uma enorme alegria que vejo este meu sonho de ser português ser realizado. Admiro este país desde há muitos anos, tenho uma grande paixão por Portugal e pelos portugueses e considero que este país tem um grande potencial, na vertente imobiliária, mas também noutros setores, alguns dos quais onde já investimos. Portugal é agora a minha nova casa onde pretendo reforçar a minha presença e investimentos produtivos em vários setores da economia”, disse, citado pela Visão.
Claude Berda foi também fundador do grupo audiovisual AB Groupe, em França, que vendeu à Mediawan.
Em 1977 conheceu o parceiro Jean-Luc Azoulay e criaram a AB Productions. O “A” era pelo apelido Azoulay e o “B” por Berda. Juntaram-se para entrar na produção artística, discográfica e de espetáculos, tendo conseguido, em França, alguns sucessos televisivos. Em 1999 o “A” e o “B” separam-se. Azoulay fica com o negócio de produção. Berda com os canais e o catálogo e criou o AB Groupe. A venda dessa sua empresa deu-lhe o capital para investir no imobiliário. Na Suíça e em Portugal, de quem se dizia um apaixonado. Licenciado em direito e em gestão foi condecorado com a Legião de Honra francesa.