O Ministério Público de Cascais arquivou o inquérito à denúncia feita contra o deputado do Chega, Pedro Pessanha, por violação de menores. A Procuradoria-Geral da República revelou, em resposta ao Observador, que “o inquérito conheceu despacho de arquivamento“, após ter sido aberto na sequência de uma queixa que teria sido feita em 2023 pelos pais de uma jovem que tinha então 15 anos.

Em fevereiro deste ano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou ao Jornal de Notícias a abertura de um inquérito pelo MP de Cascais. No entanto, o caso já era conhecido desde março de 2023, quando a revista Sábado noticiou pela primeira vez o caso. Desde o surgimento público destas alegações, o líder da distrital de Lisboa do Chega classificou a acusação como “hedionda” e “uma cabala“. Pedro Pessanha acabou por fazer uma queixa por difamação que deu origem à abertura de outro inquérito pelo MP.

Em 2025, vieram a público outros casos envolvendo pessoas com ligações ao Chega que foram visadas pela Justiça por crimes sexuais contra menores. Esta segunda-feira um candidato autárquico do Chega foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de abuso sexual a dois menores a quem dava aulas num centro hípico da Azambuja. Em fevereiro, Nuno Pardal — antigo cunhado de Pedro Pessanha e, até então, seu vice na distrital de Lisboa — foi acusado de dois crimes de prostituição de menores agravados. O MP acusou-o de ter pago a um jovem de 15 anos para terem relações sexuais.