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O presidente do Conselho Europeu, António Costa, conversou este sábado, juntamente com outros líderes europeus, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “a fim de coordenar os preparativos” para a reunião de domingo com o presidente Donald Trump.
Na rede social X, António Costa enumerou “as recentes decisões” da União Europeia (UE) que “fortaleceram a Ucrânia”, ao garantir financiamento para as necessidades daquele país nos próximos dois anos, a “imobilização de ativos soberanos russos a longo prazo” e a prorrogação das sanções contra a Rússia “com novas medidas em curso, se necessário”.
Together with European leaders I spoke with President @ZelenskyyUa, in order to coordinate ahead of tomorrow’s meeting with President Trump.
The EU’s support for Ukraine will not falter. In war, in peace, in reconstruction.
Recent EU decisions have made Ukraine stronger:
-…— António Costa (@eucopresident) December 27, 2025
Garantindo que o apoio da UE “não vacilará”, na “guerra, na paz, na reconstrução”, Costa escreveu ainda que a Europa está a trabalhar “por uma paz sólida e duradoura para a Ucrânia, em estreita cooperação com os parceiros dos EUA”.
Além do presidente do Conselho Europeu, líderes de vários países europeus, do Canadá e da NATO, asseguraram este sábado ao presidente ucraniano o seu “total apoio”, antes do encontro de domingo com o presidente Donald Trump, segundo o chanceler alemão, Friedrich Merz.
Durante uma videoconferência com Volodymyr Zelensky, que se encontra em Halifax, no Canadá, para conversações com o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, o chanceler alemão garantiu que os esforços dos europeus para “uma paz duradoura e justa na Ucrânia” seriam realizados “em estreita coordenação com os Estados Unidos”.
O encontro entre Zelensky e Trump destina-se a discutir “questões sensíveis” como o destino da região de Donbas e as garantias de segurança ocidentais para a Ucrânia no âmbito das negociações sobre o plano americano para pôr fim a quase quatro anos de guerra com a Rússia.
Apesar destes esforços diplomáticos, os ataques aéreos russos de grande escala desta madrugada contra a cidade de Kiev e a região circundante mataram duas pessoas, feriram 11 e deixaram mais de um milhão de casas sem eletricidade.
Os novos ataques mostram que a Rússia “não quer acabar com a guerra”, disse Volodymyr Zelensky, antes de partir para o Canadá.
O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou os ataques desta madrugada, afirmando que a escalada russa contra a capital ucraniana ilustra o “contraste” entre “a vontade da Ucrânia de construir uma paz duradoura e a determinação da Rússia em prolongar a guerra que iniciou” em fevereiro de 2022.
Também Mark Carney condenou os ataques russos, insistindo que qualquer acordo de paz na Ucrânia necessita de “uma Rússia pronta a cooperar”.
“Nós temos os meios e a possibilidade de [obter] uma paz justa e duradoura, mas isso necessita de uma Rússia pronta a cooperar”, declarou, numa breve troca de palavras com a imprensa, ladeado por Volodymyr Zelensky, em Halifax.