A Procuradoria-Geral da República revelou esta terça-feira que a investigação aos ajustes diretos na Marinha, feitos entre 2017 e 2020, quando Gouveia e Melo era Comandante Naval, está já na fase final, acrescentando que o candidato à Presidência da República não é arguido.

“Confirma-se apenas a existência de inquérito relacionado com a matéria referida. O mesmo encontra-se em fase final de investigação no Departamento de Investigação e Ação Penal de Almada”, começa por responder ao Observador, adiantando que “a pessoa referida [Henrique Gouveia e Melo] não é arguida no processo”.

Os negócios em causa foram analisados pelo Tribunal de Contas, tendo os juízes decidido ilibar os responsáveis da Marinha de quaisquer responsabilidades financeiras.

Apesar disso, como revelou a revista Sábado esta segunda-feira, a investigação do Ministério Público continuou, depois de a Polícia Judiciária Militar ter sido notificada do relatório do TdC e ter mantido as conclusões da sua investigação — não descartando, por isso, que os indícios pudessem constituir crimes.