Um homem de 42 anos foi detido pela GNR e ficou em prisão preventiva por decisão judicial por violência doméstica contra a ex-namorada, de 41, no concelho de Arraiolos, foi esta segunda-feira revelado.

Em comunicado publicado na página de Internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o Ministério Público (MP) anunciou que o suspeito está indiciado pelo crime de violência doméstica agravado contra a ex-namorada.

Contactada esta segunda-feira pela agência Lusa, fonte do Comando Territorial de Évora da GNR disse que os factos se passaram no concelho de Arraiolos, distrito de Évora, onde a vítima reside, tendo o homem sido detido, na quinta-feira, na zona de Lisboa, onde vive agora.

De acordo com o comunicado do MP, o suspeito foi presente a primeiro interrogatório judicial, na sexta-feira, ficando em prisão preventiva, por estarem verificados “os perigos de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa”.

O MP explicou que está “fortemente indiciado” que, desde o início do relacionamento, em junho de 2025, e após o termo da relação, em maio deste ano, “o arguido manteve, de modo reiterado e com enorme intensidade, maus-tratos psicológicos, psíquicos e físicos à vítima”.

Estes comportamentos intensificaram-se após a cessação do relacionamento, disse o MP, referindo que o arguido exercia “forte controlo coercivo sobre as rotinas da vítima, perseguindo-a, quer pessoalmente, quer através de redes sociais”.

O homem terá mesmo chegado “a efetuar filmagens [da ex-namorada] e a divulgá-las a terceiros, sem o consentimento daquela, em aspetos da sua vida privada e íntima”, pode ler-se.

Além disso, segundo o MP, o indivíduo proferiu ameaças contra a vida da mulher e de outras pessoas com as quais ela se relacionasse.

A mesma fonte acrescentou, no comunicado, que o arguido “possui vários antecedentes criminais registados por crimes contra as pessoas e contra o património alheio, inclusive pela prática dos crimes de homicídio tentado e roubos”.

Já cumpriu penas efetivas de prisão e, atualmente e até outubro do próximo ano, encontrava-se em regime de liberdade condicional, acrescentou.

As investigações prosseguem sob a direção da 2.ª secção especializada do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, com a coadjuvação do Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) da GNR.

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