Miguel Albuquerque confirmou esta tarde em conferência de imprensa que o fogo de artifício planeado para decorrer na passagem de ano na Madeira se mantém apesar do aviso de tempestade.

Em causa está o facto do Instituto Português do Mar e da Atmosfera ter originalmente colocado a costa sul da Madeira sob aviso laranja a partir da meia-noite de 1 de janeiro devido à chegada da depressão Francis, que vai trazer chuva e vento fortes. Dados os riscos de segurança, foi equacionado se o tradicional fogo de artifício que decorre na passagem de ano no Funchal teria de ser cancelado.

Primeiro dia do ano com chuva, vento e ondulação fortes

No entanto, o presidente do governo regional trouxe as “boas notícias” de que o IPMA adiou o aviso laranja para as 03h00 de dia 1 de janeiro, estando em vigor até às 09h00 desse dia. “Isso significa que nas atuais circunstâncias meteorológicas que são expressas pelo IPMA, o fogo irá acontecer à meia-noite, conforme é habitual”, anunciou Albuquerque.

Segundo deixou antever o governante, nunca esteve em cima da mesa cancelar as festividades. “Se o aviso tivesse sido emitido com uma antecedência antes da meia-noite, a nossa ideia era antecipar o fogo para as 20h00” de 31 de janeiro, revelou.

Albuquerque admitiu que o fogo de artifício deverá decorrer sob alguma chuva e vento, mas os planos não sofreram alterações por essas condições climatéricas estarem “abaixo dos limites daquilo que são consideradas as normas de segurança”.

No entanto, o presidente do governo regional ressalvou que está “acompanhar em permanência” o estado do tempo e vai comunicar até à hora de almoço desta quarta-feira se houver alguma alteração. Albuquerque — que prefaciou a conferência dizendo ter como primeira preocupação “a salvaguarda da integridade das pessoas, dos bens e das infraestruturas da Madeira” — pediu às pessoas que tenham “algum cuidado na circulação e no resguardo” a partir das 03h00 de 1 de janeiro para “evitar acidentes”.

Segundo a agência Lusa, este espetáculo pirotécnico terá a duração de oito minutos, com fogo lançando a partir de 58 postos — 26 localizados no anfiteatro, 25 na avenida marginal e cinco em embarcações ao largo da baía –, num total de 22 toneladas de material pirotécnico e 97 mil disparos.

O governo madeirense indicou ainda que nenhum cruzeiro cancelou a escala no Funchal na noite de fim de ano, estando prevista a chegada de 12 navios e um veleiro de grande porte.

A região investiu 4,6 milhões de euros nas festividades de Natal e Fim de Ano, que começaram em 1 de dezembro e se prolongam até 7 de janeiro de 2026, sendo que a taxa de ocupação hoteleira ronda aos 100% entre hoje e quarta-feira.