Já é 2026 em todo o mundo. A pequena nação insular de Kiribati foi a primeira a estrear o novo ano, pelas 11h00 e 10h00 de Lisboa, respetivamente. Seguiu-se a Austrália, às 13h00, com os habituais espetáculos de fogo de artifício, e a Coreia do Norte, a Coreia do Sul e o Japão às 15h00.

Uma das passagens de ano mais significativas foi em Sydney, onde o fogo de artifício foi de apelo pela paz, depois do ataque em Bondi Beach. A segurança na cidade foi reforçada com a instalação de pontos de controlo em locais turísticos populares. Em homenagem à vítimas do ataque foi projetada a imagem de uma menorá, o principal símbolo do Hanukah e um dos símbolos mais antigos do judaísmo, acompanhada por uma pomba e pelas palavras “união” e “paz” num dos pilares da Ponte da Baía de Sydney. A projeção ocorreu ainda antes da entrada no novo ano, pelas 23h00 (hora local). Em reação, as pessoas que estavam presentes fizeram um minuto de silêncio enquanto acendiam as lanternas dos seus telemóveis para “iluminar em solidariedade com as vítimas e todos os afetados pelo ataque (terrorista em Bondi)”.

Em Nova Gales do Sul, onde fica Bondi Beach, o chefe do governo estadual, Chris Minns, tinha avançado anteriormente que a polícia seria mobilizada “em grande número”, acrescentando que os agentes têm na sua posse armas que os residentes nunca antes viram, o que, segundo a Sky News, está a ser relatado como uma demonstração sem precedentes de poder de fogo por parte da polícia australiana.

Por sua vez, na sua mensagem de ano novo, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, elogiou a “coragem e compaixão” demonstradas na Austrália após o ataque em Bondi Beach: “Neste momento, a alegria que normalmente sentimos no início de um novo ano é atenuada pela tristeza do ano que passou. Após o terror infligido aos judeus australianos em Bondi Beach, os nossos corações sofrem por cada vida perdida e cada vida mudada para sempre”, afirmou, num vídeo publicado na rede social X.

Passagem de ano na Ásia e no Médio Oriente

Depois da Oceânia é a vez dos países asiáticos comemorarem a chegada de 2026. Pelas 15h em Portugal,  Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Timor-Leste e Palau, além de parte da Rússia e da Indonésia, celebraram a passagem de ano. Uma hora depois o fogo de artifício iluminou o céu na China, nas Filipinas, Malásia, Taiwan, Brunei, Singapura, além da Mongólia, Indonésia, Rússia, Tailândia, Índia e Emirados Árabes Unidos.

Na China, uma multidão reuniu-se na parte Juyongguan da Grande Muralha da China, em Pequim, para a contagem para o novo ano. Já na Malásia o fogo de artifício decorou os céus sobre a mesquita Tuanku Mizan Zainal Abidin e a ponte Seri Saujana, em Putrajaya. Na Indonésia a passagem de ano foi sob a chuva, com o céu de Jacarta a ser iluminado por luzes laser. Em Singapura o espetáculo de fogo de artifício na Marina Bay, onde milhares de pessoas reuniram-se para celebrar a chegada de 2026. No Taiwan, a torre Taipei 101, um dos prédios mais altos do mundo, apresentou ao público o tradicional fogo de artifício ao longo dos seus 101 andares. Em países como as Filipinas, a Malásia, a Indonésia e a Índia, milhares de pessoas foram às ruas celebrar a passagem de ano. Já no Médio Oriente, no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o público assistiu ao espetáculo de fogo de artifício lançado a partir do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo. Há ainda celebrações em países como o Iraque e o Paquistão.

Na Europa, várias capitais, como Paris e Berlim, celebraram a passagem de ano uma hora antes do que Lisboa e Londres. Do outro lado do Atlântico, também houve festejos, como o fogo de artifício na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, ou as celebrações em Times Square, Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Veja as imagens da chegada do novo ano pelo mundo na galeria acima.