Um gestor da sucursal portuguesa da multinacional Lukla Group terá alegadamente desviado mais de dois milhões de euros da empresa de consultoria informática, segundo uma queixa-crime do grupo de origem francesa apresentada no DIAP de Lisboa.
A informação foi avançada esta quarta-feira pelo Expresso, que dá conta de que o executivo português se terá igualmente apropriado de 17 automóveis de luxo, bem como telemóveis e computadores. O Observador questionou já a Procuradoria-Geral da República para obter mais esclarecimentos sobre esta matéria e aguarda ainda por uma resposta.
De acordo com a denúncia a que o jornal teve acesso, o gestor da sucursal nacional terá inflacionado as contas da empresa através de faturação falsa e do registo sem uma real prestação de serviços. Do mesmo modo, o suspeito terá declarado a contratação de serviços fictícios e levado a cabo uma gestão “sem racional económico” ou sustentada em “manipulação deliberada de documentação e ocultação contabilística”.
A multinacional francesa acredita que o alegado esquema ilícito estava em curso desde 2023 e aponta para prejuízos na ordem dos 2,2 milhões de euros, que o gestor terá canalizado em seu proveito e no de terceiros. Entre os veículos de luxo adquiridos estarão três Porsche e dois Bentley, além de viaturas da BMW ou Range Rover.
Nesse sentido, os queixosos apelaram ao Ministério Público para impor uma caução elevada — pelo menos um milhão de euros — e o arresto de bens do executivo português, que é considerado suspeito da prática dos crimes de fraude fiscal, gestão danosa e abuso de confiança.