Acompanhe o nosso liveblog sobre as eleições presidenciais
Duas sondagens, ligeiras diferenças, uma leitura a retirar: André Ventura, António José Seguro e João Cotrim Figueiredo são os candidatos em melhores condições de disputar a passagem à segunda volta das eleições presidenciais. Por esta altura, e de acordo com os inquéritos de opinião que existem, Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes parecem cada vez mais arredados da luta.
De acordo com uma sondagem da Universidade Católica para RTP e jornal Público, divulgada esta terça-feira, André Ventura lidera as intenções de voto com 24% — mais dois pontos percentuais do que no último estudo. Com a maior subida face ao último inquérito, António José Seguro surge em segundo lugar, com 23% — mais sete pontos percentuais do que tinha nas primeiras semanas de dezembro. Em terceiro surge Cotrim Figueiredo, que regista 19% e consegue uma subida de cinco pontos percentuais.
Em contraciclo, Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes, quarto e quinto classificados, sofrem pesadas quebras. Os dois surgem agora com 14% e já fora do intervalo que pode ser considero um cenário de empate técnico. No início de dezembro, Mendes era segundo (20%) e Gouveia e Melo terceiro (18%).
À esquerda, Catarina Martins e António Filipe registam ambos 2%, enquanto Jorge Pinto tem 1,5%. Esta mesma sondagem mostra ainda que há ainda 15% de eleitores indecisos. Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 6 e 9 de janeiro de 2026.
Como tal, não mede o impacto das polémicas em que se viu envolvido João Cotrim Figueiredo. Apesar de tudo, esta sondagem vem confirmar a tendência já verificada da tracking poll da TVI/CNN. Foram contactadas 4684 e obtidos 1770 inquéritos válidos. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1770 inquiridos é de 2,2%, com um nível de confiança de 95%.
Sondagem da TVI/CNN mantém tendência
Na sondagem da Pitagórica divulgada pela TVI/CNN, António José Seguro regista 23,9% das intenções de voto, mantendo, pelo terceiro dia consecutivo, o primeiro lugar. Em segundo lugar, mas em quebra, surge João Cotrim Figueiredo, com 20,8%. Segue-se a uma curtíssima distância André Ventura, com 20,5%.
Cada vez mais distantes estão Henrique Gouveia e Melo, com 15,2%, e Luís Marques Mendes, com 13,2%. Numa espécie segunda liga de candidatos, seguem Catarina Martins, com 2,5%, António Filipe, com 1,4%, Jorge Pinto, com 1,3%, e Manuel João Vieira, com 1%.
Para os resultados conhecidos esta terça-feira na sondagem da Pitagórica, foi recolhida uma amostra de 608 entrevistas durante os dias 10, 11 e 12 de janeiro de 2026, com um grau de confiança de 95,5%, o que corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
O que diz Radar das Sondagens do Observador
Sempre que é publicada uma nova sondagem, o Radar do Observador atualiza as estimativas para a votação de cada candidato presidencial, confrontando os dados mais recentes com o histórico de todas sondagens publicadas que incluíram o nome dos oito principais candidatos nos seus inquéritos.
Com os números hoje conhecidos, é possível dizer que André Ventura é o favorito, recolhendo 21,55% das intenções de votos, mas seguido de muito perto por António José Seguro, que regista 21,53%. Ainda na luta, ainda que a dois pontos percentuais, João Cotrim Figueiredo tem 19,22%.
Noutro plano, Henrique Gouveia e Melo (15,76%) e Luís Marques Mendes (14,74%) são quarto e quinto classificados, respetivamente. No campeonato particular da esquerda, Catarina Martins é favorita (2,42%), seguida por António Filipe (2,03%) e Jorge Pinto (1%).
O método utilizado pelo Observador permite ter uma noção mais aproximada da evolução dos estudos de opinião. Quando uma nova sondagem é publicada, o filtro recalcula automaticamente as estimativas, atribuindo um peso maior a sondagens mais recentes ou mais rigorosas (por exemplo, com maior dimensão de amostra), enquanto mantém uma certa resistência a mudanças bruscas que sejam improváveis à luz da informação anterior. Fornece um valor pontual e um intervalo de confiança que reflete a incerteza associada a cada estimativa.