Catarina Martins terminou a sua campanha eleitoral garantindo que “nunca falhará uma convergência” entre as forças políticas de esquerda, mas exige que os valores partilhados dessa candidatura sejam sobre “aquilo que conta”.

A eurodeputada justificou assim ter-se mantido na corrida eleitoral, mesmo quando António José Seguro escalava as sondagens. Para a bloquista, o socialista não preenche os mínimos para encabeçar uma candidatura de esquerda. “Quando alguém fala em convergência de esquerda é bom que diga do que está a falar. Ou é sobre a vida das pessoas ou é discurso vazio para enganar alguém.”

Defendeu que, acima de tudo, o que distingue um candidato é “aquilo que fez toda a vida” e lembrou o currículo de Seguro como líder da oposição durante a troika. Se for eleito, Catarina Martins não acredita que o socialista terá uma postura de oposição face ao atual Governo. “Se quiserem um voto a quem estende uma passadeira vermelha já sabem que têm muitos candidatos”, argumentou.

Por fim, a eurodeputada disse que, ao correr o país durante a campanha, ninguém lhe falou da “última carta a Luís Montenegro” ou de “quem seria o herdeiro de Sá Carneiro” e propôs a discussão de problemas de que falam as pessoas como os salários. Contrariando o apelo à concentração de votos no socialista, argumenta que o “voto útil é aquele de quem não se resigna ao miserabilismo.”