A Madeira vai ser abrangida pelos novos investimentos nos três ramos das Forças Armadas, no âmbito do plano português para empréstimos de 5,8 mil milhões de euros na defesa, indicou esta quinta-feira o secretario regional da Economia.
“A vigilância aérea através de drones é um dos projetos a concretizar, em articulação entre a Forças Armadas e a ARDITI – Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação”, refere José Manuel Rodrigues em comunicado.
O governante madeirense reuniu-se esta quinta-feira com o ministro da Defesa, Nuno Melo, em Lisboa, a quem apresentou um conjunto de projetos que a região pretende desenvolver e para os quais o Governo Regional (PSD/CDS-PP) pede o apoio do Governo da República.
“Nos planos que o Estado pode concretizar estão infraestruturas e equipamentos com duplo uso, para efeitos civis de apoio às populações e militar, nalgumas circunstâncias”, refere.
José Manuel Rodrigues, também líder do CDS-PP/Madeira, vincou que a região autónoma vai ser contemplada com novos investimentos a realizar nas áreas da segurança e da defesa do país, abrangendo os três ramos das Forças Armadas.
“O secretário regional da Economia e [o ministro] Nuno Melo estão de acordo em haver um cais próprio para o navio patrulha destacado pela Marinha para a Madeira, bem como da necessidade de renovar a pipeline do aeroporto do Porto Santo, uma responsabilidade direta do Ministério da Defesa Nacional”, lê-se no comunicado.
José Manuel Rodrigues sublinha que “todo o abastecimento de combustíveis ao Porto Santo é feito através da conduta que foi construída pela NATO”, vincando que precisa de obras de recuperação.
A Comissão Europeia aprovou, na quarta-feira, o plano para Portugal aceder a 5,8 mil milhões de euros em empréstimos a condições favoráveis para investir em capacidades de defesa, sendo este um dos oito países com aval preliminar (bem como Roménia, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Espanha e Croácia) no âmbito do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE).
Esta quinta-feira, a presidente da Comissão Europeia pediu a rápida aprovação pelo Conselho da União Europeia (UE) do plano português, após o aval de Bruxelas.
O SAFE, que foi proposto em março do ano passado pela Comissão Europeia, vai conceder até 150 mil milhões de euros em empréstimos a longo prazo e a preços favoráveis aos Estados-membros da UE para investimentos em capacidades de defesa.
Estes empréstimos, que têm de ser executados até 2030, vão financiar esforços de aquisição urgentes e em grande escala.
A Portugal foram destinados 5,8 mil milhões de euros, aos quais o país concorreu em novembro passado com um plano para reequipar as forças armadas.