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Exército do Canadá estuda cenário de invasão pelos EUA

Este artigo tem mais de 6 meses

Um ataque dos EUA ao Canadá pode ser improvável, mas o exército canadiano elaborou um modelo para refletir sobre essa hipótese. Declarações controversas de Trump têm gerado preocupação.

epa11316778 Canadian servicemen participate in the Canadian Army Trophy (CAT) tank competition at Adazi Military Base, Latvia, 03 May 2024. The 'CAT 24' competition was held this year with crews from tank and combat vehicle units of Italy, Canada, Great Britain, Norway, Poland, Spain, and Germany. The exerciseÊaimed to work on unit tactics, techniques, and procedures, as well as sharing experiences to strengthen the integration and firepower of NATO allies. The competition was previously part of the 'Iron Spear' military exercise but has now regained its historical name. The winners of the competition will be awarded a special trophy. Canada leads NATO's extended presence battle group in Latvia, which currently consists of more than 1,900 soldiers from Albania, Canada, the Czech Republic, Iceland, Italy, Montenegro, North Macedonia, Poland, Slovakia, Slovenia, and Spain who serve alongside domestic armed forces on a rotating basis.  EPA/VALDA KALNINA
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▲Ministério da Defesa Nacional do Canadá não fez nenhum comentário

VALDA KALNINA/EPA

▲Ministério da Defesa Nacional do Canadá não fez nenhum comentário

VALDA KALNINA/EPA

Acompanhe o nosso liveblog sobre a situação na Gronelândia

O Exército canadiano criou um cenário de invasão militar do Canadá pelos Estados Unidos e suas possíveis respostas, noticiou esta terça-feira o diário Globe and Mail, enquanto o Presidente norte-americano falava novamente de conquistar o país.

É a primeira vez em mais de um século que o Exército do Canadá teoricamente considera a hipótese de um ataque dos Estados Unidos ao seu território, segundo o jornal canadiano, que cita dois altos responsáveis governamentais.

Estes sublinharam, todavia, que não se trata de um plano operacional, mas de um modelo, utilizado para fins de reflexão estratégica, considerando, aliás, altamente improvável que uma tal operação seja equacionada pelo Governo de Donald Trump.

Mas, desde que regressou à Casa Branca, em janeiro do ano passado, para iniciar o seu segundo mandato presidencial (2025-2029), Trump tem reiteradamente expressado o desejo de que o Canadá se torne o 51.º Estado norte-americano.

Na madrugada desta terça-feira, enquanto as ambições dos Estados Unidos na Gronelândia preocupavam os aliados de Washington, Trump publicou uma série de fotos geradas por Inteligência Artificial na sua rede social, Truth Social, mostrando-o na Sala Oval com líderes europeus, em frente a um mapa onde a bandeira norte-americana cobre não só os Estados Unidos, mas também o Canadá, a Gronelândia e a Venezuela.

De acordo com os cenários considerados pelos militares canadianos, em caso de uma ofensiva vinda do sul, as forças norte-americanas poderiam neutralizar posições estratégicas canadianas importantes em menos de uma semana, ou até mesmo em apenas dois dias.

Nesse cenário, a resposta canadiana poderá assumir a forma de uma campanha de tipo insurgente, incluindo emboscadas e “táticas de guerrilha” comparáveis às dos conflitos no Afeganistão, prevê o Exército.

Contactado pela agência de notícias francesa AFP, o Ministério da Defesa Nacional do Canadá não emitiu até agora qualquer comentário sobre a situação.

O Canadá é um membro fundador da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) e parceiro de Washington na defesa aérea do continente norte-americano, com um comando militar conjunto, o NORAD.

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