Acompanhe aqui o nosso liveblog sobre a Guerra na Ucrânia e a situação na Gronelândia

O Departamento de Defesa (Pentágono) dos Estados Unidos planeia reduzir a participação do país em elementos da estrutura de forças da NATO e em vários grupos consultivos da aliança, de acordo com a agência Reuters. Entre os organismos que serão afetados, estarão o Centro de Fusão de Informações da NATO, sediado no Reino Unido, o Comando das Forças de Operações Especiais Aliadas, em Bruxelas e a  STRIKFORNATO, com sede em Portugal e responsável por algumas operações marítimas.

A medida que irá ser divulgada em breve afetará, segundo as fontes citadas pela agência noticiosa, cerca de 200 cargos e diminuirá o envolvimento dos EUA em quase 30 organizações da NATO. Em vez de se retirar completamente de uma só vez, o Pentágono pretende não substituir o pessoal à medida que os seus postos terminam, um processo que pode demorar anos, de acordo com duas autoridades norte-americanas ligadas ao processo.

A participação dos Estados Unidos nos centros não terminará completamente, garantiram estas fontes. Entre os grupos consultivos que sofrerão cortes estão os dedicados à segurança energética e à guerra naval da aliança.

O Pentágono também reduzirá o seu envolvimento em organizações oficiais da NATO dedicadas a operações especiais e serviços de informações, segundo duas autoridades, embora uma das fontes tenha observado que algumas destas funções norte-americanas serão transferidas para outros locais dentro da aliança, limitando o impacto da medida.

A mudança está a ser equacionada há meses, de acordo com duas autoridades norte-americanas, uma das quais disse não estar relacionada com as crescentes ameaças do Presidente Donald Trump de tomar o território dinamarquês da Gronelândia.

As provocações de Trump atraíram uma ampla condenação de líderes europeus e de muitos legisladores no Congresso, que temem que o chefe de Estado republicano corra o risco de causar danos irreparáveis e desnecessários à aliança da NATO, da qual Portugal faz parte.

Durante uma conferência de imprensa na Casa Branca na terça-feira, Trump disse que a sua administração “encontraria uma solução que deixaria a NATO muito satisfeita e Washington muito satisfeitos” em relação à Gronelândia. Insistiu, ainda, que os Estados Unidos precisam do território “para fins de segurança”.

No fim do primeiro ano como Presidente, Trump antecipa “ótima relação” com a Venezuela e “algo muito bom para todos” na Gronelândia

O New York Times noticiou que o Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, enquanto um porta-voz da NATO sublinhou, em comunicado, que “ajustes na postura e no efetivo das forças norte-americanas não são incomuns”, garantindo que a aliança está em “contacto próximo” com Washington sobre a sua distribuição geral de forças.

Desde que Trump regressou ao cargo, os militares norte-americanos têm sido retirados da Europa, enquanto o Governo pressiona os aliados para assumirem um maior controlo da defesa coletiva do continente.

No ano passado, por exemplo, o Pentágono anunciou abruptamente que iria retirar uma brigada de tropas da Roménia e cortar os programas de ajuda à segurança às três nações bálticas que fazem fronteira com a Rússia, cuja invasão da Ucrânia, que dura há anos, gerou receios de um conflito direto entre a NATO e o Kremlin, lembrou o jornal.

Países da NATO vão gastar 5% do PIB em defesa na próxima década, diz secretário de Estado dos EUA Marco Rubio

Sob pressão da administração Trump, a aliança concordou no Verão passado em aumentar as despesas com a defesa para 5% do PIB nos próximos 10 anos, incluindo 1,5% destinados a infraestruturas e outros projetos civis.