Até à próxima cimeira da NATO, que acontece em junho, os membros da organização transatlântica já terão chegado a um acordo para aumentar os gastos com defesa para 5% dos respetivos PIB, ao longo da próxima década. A revelação foi feita pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na noite de quinta-feira.
Os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) devem reunir-se para uma cimeira anual em Haia, nos dias 24 e 25 de junho, num contexto de grande incerteza acerca do compromisso da administração Trump em relação à NATO.
“Estamos a caminhar para uma cimeira daqui a seis semanas em que praticamente todos os membros da NATO estarão a 2% ou acima, mas, mais importante, muitos deles estarão acima dos 4% e todos terão concordado no objetivo de atingir os 5% na próxima década”, afirmou Rubio, numa entrevista à Fox News.
A confirmar-se, esse aumento dos investimentos em defesa marcariam a primeira vez na história da NATO que os seus membros atingiram metas “que permitirão aos parceiros da NATO representar mais de 50% da aliança”, acrescentou Rubio.
“Não se enganem, isto agora é diferente. O Presidente [Donald Trump] e o vice-presidente [JD Vance] apelaram aos membros na NATO para adotar o novo plano de investimento de defesa de 5% do PIB”, disse o embaixador dos EUA na NATO, Matthew Whitaker, numa conversa online com jornalistas estrangeiros na qual o Observador esteve presente.
5% não é apenas uma percentagem. É uma necessidade para a nossa segurança”, vincou o diplomata.
A 15 de abril, o The Washington Post noticiou que a administração Trump quer cortar em quase metade o Orçamento do Departamento de Estado norte-americano, de acordo com um memorando interno. Segundo a proposta, poderá ser cortado o financiamento dos EUA a organizações como a NATO ou a ONU.
Administração Trump poderá cortar todo o financiamento à NATO e à ONU