Foi na Base Aérea n.º 5 de Monte Real que se registou uma das maior rajadas de vento causada pela Kristin. Foram 178 km/h. Mas pouco antes, a mesma estação militar registou 176 km/h. Mesmo este segundo valor, mais baixo, já era superior ao anterior recorde português — 176,4 km/h, na Figueira da Foz, a 13 de Outubro de 2018, durante a tempestade Leslie. O poder destrutivo não passou despercebido na base aérea do município de Leiria.
Na noite de quarta-feira, a Força Aérea assumiu “danos materiais avultados” na unidade, mas sem feridos e sem revelar especificamente quais os danos. Segundo o Correio da Manhã, o temporal terá danificado pelo menos quatro dos caças F16 portugueses que estavam no hangar. O mesmo jornal diz que os danos serão de milhões de euros.
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Dois aviões terão sido atingidos pelos portões do hangar, que caíram com o vento, e outro F16 terá sido empurrado para o nariz do quarto avião danificado. Os outros estariam mais abrigados e, por isso, escaparam ao temporal.
Apesar do impacto, a “Força Aérea mantém operacional a missão de defesa aérea” de Portugal, de acordo com um comunicado enviado às redações. A Força Aérea começou “a atuar de imediato para restabelecer a normalidade da atividade da Unidade, dando prioridade à segurança dos militares e trabalhadores civis que ali prestam serviço”.
“A passagem da depressão Kristin afetou de forma significativa a zona de Leiria, com Monte Real a registar impactos notáveis”. Foi no município de Leiria que se registaram quatro dos seis mortos relacionados com a depressão Kristin.