A Jeep revelou a terceira geração do Compass, um dos seus modelos mais populares na Europa, produzido na fábrica do grupo Stellantis em Melfi, Itália, de onde também sai o Jeep Renegade e a que se vão juntar ainda este ano um crossover e um sedan premium da DS, além do Lancia Gamma, o futuro topo de gama da marca italiana. À terceira geração do Compass não faltam trunfos, a começar por um generoso incremento das dimensões face ao modelo anterior, com o novo Compass a ser 14,8 cm mais comprido (4,552 m), 8,5 cm mais largo (1,904 m), 2,3 cm mais alto (1,652 m) e, sobretudo, a usufruir de mais 15,9 cm na distância entre eixos (2,795 m). E porque a Jeep tem sempre de garantir que os seus veículos usufruem de uma certa capacidade para circular fora de estrada, o novo SUV reivindica uma distância ao solo de 200 mm.

Concebido sobre a plataforma STLA Medium, a mesma que serve o Peugeot 3008, o novo SUV da Jeep exibe linhas atraentes e modernas, mas sem abrir mão das características típicas deste construtor norte-americano da Stellantis, com destaque para a tradicional grelha frontal com sete elementos (fechada para melhorar a aerodinâmica), agora mais esguia e a fazer conjunto com os novos grupos ópticos, que estreiam uma assinatura luminosa distinta. As entradas de ar à frente, os guarda-lamas alargados e a traseira vertical reforçam o ar robusto do modelo, que abandona a transmissão 4×4, excepção feita para a versão eléctrica com dois motores e mais potente, que chegará mais tarde.

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O Compass mais acessível continuará a ser o e-Hybrid, um mild hybrid que ganha potência, subindo de 130 cv para 145 cv. O motor a gasolina do quatro cilindros e 1,5 litros sobrealimentado foi substituído pelo renovado três cilindros 1.2 Turbo, que eleva a potência para 136 cv. Depois, o motor a combustão é ajudado nas acelerações e reprises por uma unidade eléctrica com 29 cv a 48V (na geração anterior fornecia apenas 20 cv), a qual é alimentada por uma pequena bateria com 0,89 kWh brutos (0,43 kWh úteis). Contudo, apesar de o novo Compass ser mais potente e recorrer a uma caixa mais eficiente (automática de dupla embraiagem), não evita que anuncie um consumo ligeiramente superior (5,9 l/100km em vez de 5,6) face à geração anterior.

Em Fevereiro, juntamente com as entregas das primeiras unidades do Compass e-Hybrid, a Jeep vai também arrancar com a colocação dos primeiros Compass 100% eléctricos nas mãos dos clientes. A marca vai comercializar duas versões a bateria do SUV, sendo que a primeira a chegar oferece tracção à frente, 231 cv e uma bateria com 80kWh de capacidade (77 kWh úteis), que recarrega a 160 kW em corrente contínua (DC) e a 22 kW em corrente alternada (AC). Esta versão reclama uma autonomia de 500 km com uma carga completa e anuncia um peso total de 2198 kg. Mais tarde surgirá uma segunda versão eléctrica, com dois motores (um por eixo) para assegurar tracção integral e um total de 375 cv. Esta versão monta uma bateria maior, com 97 kWh de capacidade total, o que lhe permite reivindicar uma autonomia próxima de 650 km.

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Posteriormente será introduzida outra declinação do Compass, provavelmente uma das mais interessantes para frotistas e empresas. Referimo-nos ao híbrido plug-in (PHEV) que, nesta 3.ª geração, possui uma mecânica que debita 223 cv, extraídos de um motor a gasolina (um 1.6 sobrealimentado com quatro cilindros) que fornece 150 cv, a que se associa uma unidade eléctrica com 125 cv. A potência total coloca o novo PHEV algures entre as duas versões da 2.ª geração do Compass, que debitavam 190 cv e 239 cv, respectivamente. Contudo, a grande evolução na versão PHEV do novo Compass ocorre ao nível da bateria, o que se reflecte na autonomia que assegura quando animado exclusivamente pelo motor eléctrico. Com uma capacidade de 17,9 kWh, bem superior aos 11,4 kWh do acumulador da geração anterior, o novo SUV anuncia 90 km de autonomia em modo eléctrico, mais do dobro dos 37 km do Compass PHEV que agora foi substituído.

Ao volante, o novo Compass revelou-se agradável de conduzir, tanto na versão e-Hybrid com 145 cv, como no 100% eléctrico com só um motor de 213 cv e uma bateria com 74 kWh. O padrão de conforto é bom e nota-se que foi afinado para agradar aos condutores europeus, pois o comportamento é eficiente e não se ressente da maior altura ao solo, nem tão pouco é prejudicado pelo maior peso na versão a bateria, o que é compensado pelo posicionamento mais baixo do centro de gravidade devido ao acumulador. O habitáculo agrada pelos materiais e acabamentos, mas o mais interessante é o espaço para as pernas de quem se senta atrás. A bordo, o espaço para arrumar objectos pequenos não falta e, lá atrás, a mala com 541 litros satisfaz a maioria. O Compass e-Hybrid 145 cv é proposto por valores a partir de 38.950€, enquanto o 100% Eléctrico com 213 cv exige um investimento que começa em 49.750€.