Um cidadão russo suspeito de estar envolvido no atentado que atingiu com vários tiros o general Vladimir Alekseyev na passada sexta-feira foi detido no Dubai e entregue às autoridades russas, avançou a Sky News.
Em comunicado, o Serviço Federal de Segurança (FSB) revelou que Lyubomir Korba foi detido “com a ajuda de parceiros dos Emirados Árabes Unidos” e levado de volta para a Rússia. De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Vladimir Putin ligou para o líder dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, para agradecer a ajuda do país na operação.
Lyubomir Korba é um dos três suspeitos acusado de perpetrar o ataque. O serviço de investigação russa, o SK, indicou que Korba, nascido na região de Ternopil, na Ucrânia soviética, chegou a Moscovo no final do ano passado com um “mandato” atribuído pelos serviços secretos ucranianos para cometer um ataque terrorista”, no entanto, a Ucrânia já veio negar o envolvimento na ação.
Os outros dois suspeitos foram também identificado como cidadãos russos. Um deles é Viktor Vasin e foi detido em Moscovo, enquanto o outro, Zinaida Serebritskaya, fugiu para a Ucrânia.
Na passada sexta-feira as autoridades russas anunciaram que Vladimir Alekseyev, militar de “alta patente” das Forças Armadas da Federação Russa, fora baleado várias vezes num prédio de habitação no noroeste de Moscovo e foi transportado para um hospital, onde foi submetido a cirurgia.
Alekseyev, de 64 anos, destacou-se durante operações “secretas” na Síria, onde a Rússia interveio militarmente em 2015 contra jihadistas e em apoio ao regime do deposto ditador Bashar al-Assad.
O militar alvejado é o “braço direito” do general Igor Kostyukov, chefe da inteligência militar russa (GRU), o qual liderou a delegação russa nas recentes negociações entre Moscovo e Kiev em Abu Dhabi, realizadas com a presença de mediadores norte-americanos, para a resolução do conflito com a Ucrânia.